— Diga isso mais uma vez se tiver coragem!
Martim Torres rosnou para o terceiro filho.
— O que eu disse está errado? Você pegou uma filha não sei de onde para vir acabar com esta família. Por que eu tenho que pagar a conta?
— Você...
A respiração de Martim ficou presa, seu rosto pálido e arroxeado.
Viviane ajudava a acalmá-lo, batendo em suas costas devagar: — Thiago, ligue para o médico, rápido.
O médico não tinha chegado, e Martim já tinha voltado a respirar normalmente.
Viviane soltou um suspiro de alívio ao ver que o marido estava bem, e então começou a dar bronca no filho.
— Alexandre, sua irmã ainda é pequena, não pode dar só mais uma chance para ela?
— E quando a Tainá foi expulsa de casa, não vi você pedir nem mais uma chance para ela! Não consigo entender, a Laura é sua filha ilegítima ou do pai? O que há de tão obscuro entre vocês três?
— Você...
O ar que Martim recém havia recuperado quase escapou novamente.
— Alexandre, vamos sair daqui. — Disse Thiago.
— Não, se eles não me derem o termo de desvinculação, eu não vou embora.
Ele sabia que, como um artista famoso, agora que um escândalo havia estourado na família, se ele saísse pela porta, com certeza seria cercado pelos repórteres e criticado pelas pessoas.
Se ele cortasse os laços com a Família Torres, seria diferente.
Com o precedente de Tainá, as pessoas falariam mal apenas da Família Torres, não dele.
— Alexandre, quer matar seu pai de desgosto? — A mãe perguntou, angustiada.
— Você... Você... — Martim quase cuspiu sangue.
— Alexandre, você não vai descansar enquanto não destruir a Família Torres? — Viviane disse indignada.
Que desgraçado! Se soubesse que ele seria assim, o teria estrangulado logo que nasceu, em vez de deixá-lo causar todos esses problemas.
Vendo que o terceiro irmão estava decidido, Thiago concluiu que o corte dos laços não faria mal.
Quando a Tainá saiu de casa, estava no ensino médio, não tinha nem um centavo, e vivia bem.
E o Alexandre, afinal, era um artista estabelecido e tinha as próprias economias.
Thiago telefonou para o advogado: — Dr. Ricardo Menezes, redija um termo de desvinculação e o traga.
— O quê, quebrar vínculos de novo? Não precisa redigir, eu ainda guardo o modelo que usei para a Senhorita Tainá. É só imprimir.
Todos ficaram calados...

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