— Eu garanto.
Tainá Torres foi a primeira a levantar a mão. Naquele momento, ela já não era mais uma chefe, mas apenas uma garotinha ansiosa para ouvir as histórias de um veterano.
Morgado olhou novamente para Lúcio e Suzi, incluindo Vagner, Lino e Zacarias.
— Vocês também garantem não abrir a boca?
Morgado parecia ter muito medo de Mestre Lago, o que também mostrava que a mãe e o filho realmente eram um assunto proibido para o mestre.
— Fiquem tranquilos, nenhum de nós tem a língua solta.
Foi então que Morgado finalmente começou: — Vocês sabem quem era o mestre de vocês quando jovem?
Tainá se antecipou: — O mestre devia ser bem bonito quando jovem, não é? Além disso, ele tinha muito dinheiro, sabia lutar muito bem e tinha muita influência, devia ser um chefão dominador.
— Chefão dominador? Está mais para o líder supremo.
Ele era o Príncipe do Submundo que todos temiam. Tinha muitos irmãos que o seguiam, não seria exagero dizer que era um herói implacável.
Para falar a verdade, nós dois também já fomos capangas dele. E aquele Sr. Lira com quem vocês lidam agora na Capital também era um subordinado que andava conosco na época.
Só que ele continuou seguindo o Lago. E nós sempre curtimos ser livres, não suportamos que os outros fiquem dando ordens, por isso saímos cedo.
Lúcio riu e disse: — Ouvi do mestre que vocês nunca guardam dinheiro. Pedem as contas quando recebem, e só procuram trabalho quando ficam sem dinheiro, e quando têm dinheiro esbanjam com bebedeiras?
— Trabalhando no que a gente faz, que é o tempo todo no fio da navalha, quem sabe se amanhã estaremos vivos ou mortos? Tem dinheiro, gasta rápido, vai deixar para quem?
Nero falou.
Eles dois eram especialistas, e suas posições em artes marciais também eram altas em toda a República de Áquila, com honorários elevados. Por isso, pessoas comuns não podiam contratá-los.
Os que podiam contratá-los sempre ofereciam trabalhos muito perigosos.

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