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Renascida das Cinzas: O Amor que Você Enterrou romance Capítulo 1118

A mão de Alice Rocha ainda estava presa, pressionada contra o rosto de Erick Olimpio. A temperatura na palma de sua mão parecia subir lentamente, como se ela segurasse algo em chamas.

O coração dela acelerou. Fingindo indiferença, ela puxou a mão de volta e a enfiou debaixo das cobertas.

— O que você está olhando? Eu vou dormir.

Dizendo isso, ela virou o corpo de lado, dando as costas para ele.

Erick Olimpio soltou um riso baixo atrás dela. O som estava carregado de provocação.

Alice Rocha fechou os olhos, já um pouco irritada.

De repente, ele se aproximou. Mesmo de olhos fechados, ela sentiu a respiração de Erick Olimpio se aproximando lentamente.

Ela sussurrou:

— O que você quer agora?

— Alice Rocha.

Quando ele falou, ela finalmente percebeu o quão perto ele estava. O hálito quente dele bateu direto em seu rosto.

Alice Rocha não conseguiu evitar encolher os ombros. Erick Olimpio sussurrou no ouvido dela:

— Alice Rocha, você sabia que suas orelhas estão muito vermelhas?

A cama de hospital era estreita. Dois adultos deitados ali já era um milagre logístico. Qualquer movimento mínimo fazia os corpos se tocarem, ainda mais com ele forçando a aproximação.

Aquela distância, aquele tom de voz, aquele clima de tensão... Era perigoso.

Um homem e uma mulher sozinhos num quarto de hospital, dividindo a mesma cama e a mesma coberta. Era perigoso demais.

Se a situação continuasse naquele ritmo, ela perderia o controle.

Com o coração disparado, ela puxou a coberta até cobrir o rosto, encolhendo os ombros e o corpo.

— Me deixa em paz. Eu quero dormir.

A risada grave de Erick Olimpio atravessou o tecido grosso.

Irritada, Alice Rocha deu um chute nele por debaixo das cobertas.

Erick Olimpio parou de rir imediatamente. Com cuidado, ele deu tapinhas no ombro dela por cima do lençol e disse, com a voz mansa:

— Tá bom, tá bom. Parei de brincadeira, não fica brava. Pode sair, ficar aí embaixo deve estar sufocante.

Alice Rocha abaixou a coberta, fuzilando-o com o olhar.

Com o movimento, o cabelo dela ficou todo bagunçado. Erick Olimpio levantou a mão e ajeitou os fios com calma, lutando para prender o sorriso no canto da boca:

— Pronto. Pode dormir. Juro que não te irrito mais.

Ela não disse nada. Apenas pegou o celular debaixo das cobertas.

Erick Olimpio perguntou:

— Que foi?

Ela ignorou a pergunta. Abriu um programa de auditório que costumava assistir, pegou o controle da TV do quarto e espelhou a imagem do celular. Só então ela respondeu, lentamente:

— Você me irritou tanto que perdi o sono. Vou precisar de um tempinho para voltar a dormir.

O olhar de Erick Olimpio varreu o pescoço e as bochechas coradas dela. Sem querer expô-la, ele levantou as mãos em sinal de rendição:

— Erro meu, erro meu.

Como Alice Rocha queria, o ruído branco do programa funcionou como um ótimo calmante. Não demorou muito para suas pálpebras pesarem, e ela finalmente pegou num sono profundo.

Com um sorriso nos lábios, Erick Olimpio se moveu em câmera lenta. Tirou o controle remoto da mão dela com cuidado, abaixou o volume da TV e ajeitou as cobertas ao redor de seus ombros.

Quando terminou, inclinou-se e deixou um beijo leve na testa de Alice Rocha.

Erick Olimpio agradeceu com um aceno de cabeça e um sussurro silencioso.

A enfermeira deu uma última olhada na garota adormecida, abriu um sorriso terno desejando felicidades ao casal, e saiu do quarto sem fazer um único ruído.

A movimentação foi tão sutil que Alice Rocha continuou imersa em seu sono profundo, dormindo direto até o amanhecer.

Foi Erick Olimpio quem a acordou.

Quando abriu os olhos, ela ainda se espreguiçou debaixo das cobertas, com o cérebro em modo avião, e afundou o rosto no travesseiro em um claro sinal de recusa em levantar.

Erick Olimpio olhou para a nuca despenteada saindo da coberta. Seu olhar era de pura impotência e carinho.

Ele afagou o cabelo dela e disse suavemente:

— Se não levantar agora, vai se atrasar.

Alice Rocha ignorou completamente, continuando de cara enfiada no travesseiro.

Erick Olimpio soltou uma risada contida. A mão dele continuava acariciando a nuca dela:

— Como é possível que você tenha mais preguiça de levantar do que eu, que sou o paciente? Anda, a empresa precisa de você.

Ela mexeu as pernas, mas não fez menção de levantar.

Sem saída, Erick Olimpio se curvou, aproximou o rosto do ouvido dela e falou em um tom aveludado:

— Se você não levantar, eu vou começar a apelar.

Alice Rocha não deu a mínima e continuou dormindo.

Ele sussurrou a ameaça:

— Já que não consegue levantar, que tal fazermos o que casais adultos fazem? Afinal, não tem mais ninguém no quarto.

Enquanto falava, ele segurou a ponta do lençol e começou a puxá-lo bem devagar.

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