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Renascida das Cinzas: O Amor que Você Enterrou romance Capítulo 1117

Ela apertou a mão de Erick Olimpio:

— Então, não precisa mais se preocupar. Não existe a menor possibilidade de um retorno entre mim e o Gabriel Passos.

O olhar de Erick Olimpio vacilou. A primeira coisa que lhe chamou a atenção não foi a garantia sobre o ex, mas sim um detalhe crucial:

— Quando foi que você teve esse sonho?

Alice Rocha pensou um pouco e respondeu:

— Faz alguns anos. Eu ainda estava na família Passos. Não me lembro direito.

Para alguém tão forte e resiliente quanto Alice Rocha se lembrar de um sonho com tantos detalhes vívidos...

Erick Olimpio sentiu uma hesitação no peito. Um pressentimento muito ruim começou a tomar forma.

Ele levantou a mão e acariciou a bochecha de Alice Rocha com o polegar. Sua voz saiu quase como um sussurro:

— Onde você pulou no mar?

Um "sonho" que ela lembrava anos depois talvez não fosse um sonho. Talvez fosse a realidade.

Quando essa possibilidade cruzou a mente de Erick Olimpio, seu coração apertou. Uma dor secreta e aguda se espalhou pelo seu peito.

O coração de Alice Rocha deu um salto, mas ela fingiu leveza. Um sorriso superficial dançou em seus olhos:

— Como um mar de sonho poderia existir de verdade? Eu nem me lembro direito. Acho que eu abri uma porta e dei de cara com o mar. Não é real.

Ao ouvir as palavras dela, Erick Olimpio tentou engolir o pânico, mas ainda havia um peso de preocupação entre suas sobrancelhas.

Alice Rocha o consolou:

— Pronto. Todo mundo diz que os sonhos são o oposto da realidade. Se no sonho eu tive uma vida miserável e acabei me matando, na vida real vou viver muito bem e morrer de velhice.

Erick Olimpio a encarou em silêncio por um longo tempo. Alice Rocha ergueu uma sobrancelha:

— Que foi?

A voz dele saiu baixa:

— Está bem, eu entendi.

Alice Rocha perguntou:

— Ainda está noiado com isso?

Erick Olimpio apertou os lábios, calado.

Sem paciência, ela se virou e encostou na cabeceira da cama:

— Esquece. Já gastei toda a minha saliva e você continua assim. Não falo mais nada.

Erick Olimpio se aproximou, tentando se redimir. Ele esfregou a cabeça no ombro dela como um cachorrinho:

— Vem pra cá. Já é tarde, vamos dormir.

Alice Rocha olhou para o suporte de soro dele:

— Daqui a pouco a enfermeira volta para trocar de novo.

Erick Olimpio ergueu a sobrancelha:

— E daí? Você está aqui cuidando de mim, não tem outro lugar para dormir. Você é minha namorada, dormir na mesma cama que eu é o mínimo. Por que se importar com o que os outros vão pensar?

Ele tinha razão. Realmente não havia outra cama confortável ali, e ela estava exausta.

Ela subiu na cama com cuidado, se enfiou debaixo das cobertas, deitou de costas e puxou o lençol até o queixo.

Erick Olimpio continuou sentado. Ele a olhava de cima com um sorriso nos olhos, sem dizer nada, apenas admirando a cena com pura satisfação.

Alice Rocha ergueu a mão e empurrou o rosto dele para o lado. Ignorando totalmente o fato de que estava ali para cuidar dele, ela avisou:

— Eu vou dormir. Você fica de olho no seu próprio soro. Quando estiver acabando, chama a enfermeira.

Erick Olimpio segurou a mão dela e encostou o rosto na palma quente, voltando a olhá-la:

— Tá bom, pode dormir. Eu fico de olho.

Ele se curvou levemente. Os rostos dos dois ficaram perigosamente próximos.

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