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Recomeçar com o Coração em Chamas romance Capítulo 5

Diante do questionamento de Jacinto, Paloma riu com desdém. “Eu pedi socorro, sim, mas não mandei ele matar ninguém. Ele também não precisava vir me salvar pessoalmente, poderia ter chamado a polícia ou avisado minha família. Foi burrice dele vir aqui e ainda matar alguém.”

“Sr. Jacinto, a família Freitas é tão rica, é assim que costumam agir, sem razão? Por que acha que a culpa é minha? Não fui eu quem matou!”

Paloma fixou seu olhar em Jacinto, dizendo palavra por palavra: “Tudo isso é culpa do Huberto. Não foram só essas duas pessoas que ele matou.”

Jacinto apontou para Paloma. “Paloma, só precisa se lembrar de uma coisa: se acontecer algo com o Huberto, você também não vai se sair bem.”

“É mesmo?” Paloma pegou o celular e ligou para a polícia, dizendo: “Venham rápido, estou sendo ameaçada pelo Jacinto…”

“Paloma, você é mesmo incrível!” Jacinto riu de raiva, não quis continuar a conversa e foi embora.

Atrás dele, a voz orgulhosa de Paloma ecoou: “Sr. Jacinto, desta vez vou enfrentar o capital de frente. Não acredito que vou perder!”

O caso de Huberto, que matou uma pessoa, repercutiu em toda a sociedade.

Na internet, a indignação popular cresceu, guiada por opiniões que inflamaram debates sobre “justiça contra o capital”, e toda a rede exigia punição severa para Huberto.

Alguns, ainda mais exaltados, chegaram a pedir a pena de morte para Huberto, como forma de dar um golpe definitivo na arrogância do capital.

Três meses depois, o caso foi a julgamento.

O advogado de defesa estava apresentando argumentos em favor de Huberto, quando Huberto, de repente, se pronunciou:

“Eu confesso.”

Naquele momento, ele já havia perdido tudo, trazendo vergonha à família e totalmente decepcionado consigo mesmo. Mesmo que fosse solto, não teria mais lugar em Celestina do Sol.

Uma vida teimosa e ridícula, morrer ou viver já não fazia diferença.

Na sua mente, uma voz gritava insistentemente: “Melhor morrer, viver cheio de manchas não faz sentido, morto não incomoda ninguém, é o fim de tudo.”

“Sou um criminoso imperdoável. Peço ao juiz que me condene à morte...”

Por insistência própria, Huberto foi condenado à pena de morte.

Antes da execução, Huberto viu Paloma mais uma vez.

Assim como no dia do julgamento, Paloma estava recebendo soro.

Durante os três meses, Paloma permaneceu em tratamento. Por causa do veneno no corpo, a cirurgia não pôde ser realizada.

Sob dor constante, a mulher outrora bela como uma flor ficou pele e osso, com o rosto amarelado. Estava sempre recebendo soro para preparar o corpo para a cirurgia, mas já não tinha forças.

“Sra. Toledo, olá.” Huberto falou com uma voz rouca, como alguém que andou por muito tempo no deserto, e finalmente mudou a forma como se dirigia a Paloma.

O outrora distinto Sr. Huberto agora tinha as órbitas dos olhos fundas e sem brilho, o rosto magro, barba por fazer e o cabelo rebelde raspado, sem nenhum traço do charme de antes.

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