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Rainha dos Chips: Ex-marido não tem valor romance Capítulo 98

Helena encontrou o Oficial Souza, o policial de trânsito que cuidou do caso há dois anos. O Oficial Souza achou que ela viera perguntar sobre o andamento do caso.

Ele disse a ela, com culpa, que ainda não havia pistas sobre o caso.

— Oficial Souza, quando você chegou ao local na época, como estava a situação?

— Quando cheguei ao local, o motorista já havia fugido. O Sr. Ferreira a carregava inconsciente e entrou na ambulância.

— Ele estava pálido de susto, parecia com muito medo de perdê-la. — O policial fez uma pausa. — Ele também estava coberto de sangue, e os ferimentos pareciam muito graves.

Ao ouvir essa frase, a dor no coração de Helena pareceu se aliviar um pouco.

Na época, ela estava cega por causa de uma concussão. Em sua visão embaçada, Arthur também usava roupas de hospital.

Para facilitar os cuidados com ela, eles ficaram no mesmo quarto de hospital.

Ele ficava ao lado dela quase todos os dias.

Se não fosse ele, quem mais poderia ser?

— Obrigada, Oficial Souza. Se houver algum progresso no caso, por favor, me avise imediatamente. Não precisa avisar o Sr. Ferreira. — Helena pediu calmamente. Embora o Oficial Souza tenha achado estranho, ele concordou.

Helena ligou para o Dr. Tiago Matos: — Dr. Tiago Matos, pretendo chamar a polícia. O senhor poderá testemunhar a meu favor quando chegar a hora?

Pelo celular, a voz do Dr. Tiago Matos soou clara: — Com certeza direi a verdade à polícia.

A próxima vez que viu Arthur foi na delegacia, uma hora depois.

Surpreendentemente, até mesmo Sônia Ferreira e Sérgio Vasconcelos apareceram.

Sônia Ferreira mantinha uma postura nobre e elegante, enquanto Sérgio Vasconcelos estava com o rosto inchado e cheio de hematomas. Não se sabia quem ele havia provocado dessa vez para levar uma surra.

— Você enlouqueceu? Acusando a própria família de envenenamento? — Sônia Ferreira começou a repreendê-la assim que entrou.

Helena fez ouvidos moucos e sentou-se no saguão, observando Lia ser escoltada por Arthur e Sophia, um de cada lado, caminhando em sua direção.

Lia odiava Sophia.

Agora, vendo-as de braços dados intimamente, o olhar calmo de Helena ainda sentiu uma pontada de dor.

Lia parou na frente dela, com decepção e tristeza nos olhos: — Helena, eu esperava todos os dias que você e o Arthur tivessem um filho. Como eu poderia envenenar você?

Arthur se adiantou, agarrou o pulso dela e a puxou para cima.

Os dois se aproximaram repentinamente, a raiva dele se misturando à dor dela.

— A tia não faria mal a você.

— Retire a queixa na polícia.

Olhando para os olhos escuros e implacáveis dele, ela deu um sorriso derrotado: — Arthur Ferreira, detectaram veneno no Fitoterápico que ela me dava para beber. As provas são conclusivas!

— Eu bebi esse Fitoterápico por dois anos inteiros e nunca mais poderei ser mãe. — Seus olhos se encheram de amargura, e ela conteve as lágrimas à força. — Você quer que eu retire a queixa? Impossível!

Nesse momento, ouviu-se o murmúrio de Sônia Ferreira: — Não pode mais ter filhos? Como assim?

Houve um momento de confusão nos olhos do homem, mas que logo se transformou apenas em raiva e frieza.

Ela afastou a mão dele com força e virou as costas para não olhar mais para eles.

Então, a polícia os chamou para a sala de interrogatório.

— Tia, a polícia certamente provará a sua inocência.

— Acho que a irmã enlouqueceu.

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