O rosto de Helena foi segurado; ela olhou para os olhos sombrios de Enzo, onde caía uma garoa fina e contínua, nebulosa, como se ele estivesse afundado em um abismo de tristeza sem conseguir se soltar.
Ela sabia que era por causa de outra garota.
— Não quer ser a viúva de quem?
— Sua.
— Helena, quem você é para mim?
A voz dele era triste. Segurando o rosto dela, as pontas dos dedos limparam as lágrimas dela gentilmente, sussurrando de forma tão meiga, como se ela também estivesse sendo valorizada por ele.
Ao pensar que o consolava pelo coração partido que outra garota causou.
Uma dor aguda invadiu o peito dela.
Mas ela ainda respondeu com firmeza: — Sua esposa.
— Sou sua esposa.
Os olhos escuros dele ficaram um pouco atordoados, ganhando um leve brilho; ele abaixou a cabeça e o hálito quente roçou os lábios dela: — Esposa, me beije.
Os lábios sensuais, o fôlego quente, o cheiro fresco de hormônios, o rosto extremamente bonito, tudo nela era estimulante.
Helena ficou na ponta dos pés e os lábios frios tocaram os dele.
No momento em que os lábios se encostaram, o corpo todo de Enzo tremeu um pouco.
Foi diferente de todas as outras vezes que eles se beijaram.
Ele foi mais gentil do que nunca; a mão grande segurou a nuca dela suavemente, e os lábios frios foram esquentando devagar. A ponta da língua passou pelos lábios dela; ela ficou muito agitada e abriu a boca levemente.
Ele tocou levemente os dentes dela e se enroscou em sua maciez.
O cheiro de álcool se espalhou entre os lábios e os dentes...
Quando a mão grande dele desceu pela lombar dela.
Helena arregalou os olhos levemente, viu o desejo nos olhos profundos e escuros dele, sentiu o calor escaldante, e o corpo todo ficou quente de timidez instantaneamente.
Ela empurrou o peito dele com as mãos suavemente; ele sentiu a recusa, recuou um passo, e a mão grande escorregou do corpo dela.
— Não... não pode...
Ela sussurrou sem fôlego, mas encontrou a sombra nos olhos dele.
Toda vez que a beijava, ele tinha bebido. Era um desejo estimulado pelo álcool, não uma atração real por ela.
Ela podia consolá-lo, mas no fundo, ainda se importava muito.
E hoje, ele havia bebido e não podia se exaltar.
Com tanta intimidade, com certeza haveria problemas.
Ao ver que ele não estava feliz, ela segurou a mão dele para explicar: — Você bebeu álcool, nós...
— O que vocês estão fazendo?
Outra voz de repente os interrompeu. O braço dela foi segurado, e no instante em que seu corpo foi puxado para longe dele, um traço de pânico passou pelos olhos de Enzo. Ele estendeu a mão e segurou a dela, e ao ver quem estava atrás dela, a soltou.
A mão delicada de Helena escorregou da dele; ela se virou assustada e encontrou o rosto frio da mãe.
— Mãe, — ela olhou para Isabela chocada — por que você... veio aqui?


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Rainha dos Chips: Ex-marido não tem valor
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