O olhar do homem ficou um pouco atordoado.
Ela instintivamente recuou, colocou a mão na maçaneta e tentou entrar no carro.
Nesse momento, a mão delicada dela foi segurada pela mão grande dele.
Ele tirou do estojo um diamante rosa com excelente brilho.
Helena olhou para a própria mão sendo segurada pela dele, o diamante rosa escorregando suavemente para o seu dedo anelar, e ouviu o que ele disse.
— Gostou desse diamante rosa de 7,19 quilates?
Ela olhou para cima surpresa e encontrou os olhos sombrios e profundos de Enzo, sem emoção ou oscilação, mas o dedo anelar onde estava o diamante rosa foi pressionado com força pelos dedos dele; aquela força parecia significar algo.
Um leve sorriso apareceu no canto de seus lábios: — Gos...
— Helena!
De repente, uma voz familiar e apressada soou atrás dela.
Ela se virou surpresa e viu a mãe saindo do banco de trás de um Rolls-Royce preto não muito longe. Depois de ficar atordoada por um instante, ela virou-se bruscamente, tirou o anel em pânico e o devolveu para a mão de Enzo.
Sem tempo para explicar: — Sr. Rossi, vou indo. Nos falamos por telefone.
Ela se virou apressadamente e caminhou em direção à mãe.
Mas nesse instante, sua mão foi segurada.
Ela olhou para trás e encontrou o olhar sombrio e descontente do homem, olhando-o ansiosamente: — Desculpe, minha mãe...
— Helena? — Os passos da mãe estavam cada vez mais próximos.
Ela puxou a mão com toda a força, virou e correu até a mãe, abraçando-a para impedir que se aproximasse: — Mãe, o que faz aqui?
— O Pai Henrique e eu viemos ver você e o David. — Isabela levantou a mão para arrumar o cabelo bagunçado de Helena. — Com quem você estava falando agora pouco?
— Parecia muito íntimo.
Helena ofegou duas vezes e seguiu cuidadosamente o olhar da mãe; Enzo havia descido e estava parado ao lado do carro, olhando para elas com uma expressão indecifrável.
— Não é o Sr. Rossi? — A voz da mãe de repente ficou um pouco mais fria. — Vou lá cumprimentá-lo.
— Não precisa, mãe.
— Ele é muito ocupado.
— Estávamos apenas conversando sobre trabalho agora há pouco.
Helena segurou rapidamente o braço de Isabela, tentando levá-la embora.
— Verdade? — Por alguma razão, a voz da mãe não tinha apenas resistência em relação a Enzo, mas também desconfiança em relação a ela.
— Verdade! — Ela elevou um pouco o tom de voz.
E nesse momento, o Lincoln preto desapareceu de sua vista.
Ela suspirou aliviada: — Por que você veio? Onde está o Pai Henrique?
— Tem um fórum de medicamentos inovadores aqui, me convidaram várias vezes. Achei que minha saúde estava um pouco melhor, então resolvi participar desta vez. — Disse Isabela. — O Pai Henrique está ali.
Seguindo o olhar de Isabela, ela viu Arthur de pé junto com Henrique, e logo franziu a testa.

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