Ele a consolou: O assunto não era grande coisa, não valia a pena a sua tristeza.
Ela reclamou com ele sobre falar com sarcasmo.
Ele apenas disse: se a sua esposa não pudesse ter filhos, ele não os teria.
Naquele momento, as palavras tornaram-se reais.
Mesmo sendo por causa do casamento falso deles.
Mas ela acreditava que se a esposa dele realmente não pudesse ter filhos, ele definitivamente não causaria problemas a ela.
A Dona Rossi repreendeu-o levemente. — Bobagem, como alguém com a saúde tão boa como você não conseguiria ter filhos.
Ele sorriu com os cantos dos lábios erguidos, como uma resposta à Dona Rossi.
Mas o olhar direcionado a ela era calmo, sem nenhuma emoção no fundo. Ele ergueu a mão para alisar os fios de cabelo soltos atrás da orelha dela, e então segurou o rosto dela, como se a confortasse. — Está com fome?
Helena Martins assentiu e foi levantada por ele.
Ela observava a mão grande que a segurava, o fundo dos olhos coberto por uma sombra escura.
Tinha muita inveja daquela garota, sendo amada por ele.
Depois de comerem, a Dona Rossi os convidou a passarem a noite lá.
— Amanhã ainda temos de trabalhar, avó. — Enzo recusou.
A Dona Rossi só teve de ceder.
Ela foi abraçada por ele até saírem do local. Tinham acabado de sair pela porta principal.
A governanta correu depressa. — A pressão arterial da Dona subiu, agora ela está deitada com tonturas.
— Senhor, Senhora, passem a noite aqui.
Clarissa Queiroz e Heitor Rossi também apareceram ali naquele momento, a expressão um pouco pesada. — Não sei se comeu carne a mais... Enzo, há uns tempos que não passava tempo com a avó.
— A avó gosta mais de você do que de qualquer outro neto.
Enzo parecia não ter intenção de fazer isso, pois ia embora com ela nos braços. — Só precisam de fazer companhia a ela.
— Helena... — Clarissa Queiroz a chamou em voz baixa, na esperança de os verem ficar.
Helena Martins puxou a manga de Enzo, encontrando o seu olhar de volta.
— Vamos ficar. — Enzo disse baixinho, com um tom meio contrariado.
Helena Martins foi conduzida pela empregada até ao quarto, antes de descobrir o que estaria por vir.
Eles arranjaram apenas um quarto.
— Vou ter de passar a noite trabalhando. — Enzo seguiu-lhe o rasto para entrar, encaminhando-se de seguida para o escritório da suíte.
Rui entrou atrás dele, pôs o laptop na mesa, arrumando também uma pilha de documentos ao lado. Ao abrir o seu tablet, começou a relatar-lhe o trabalho.
Enzo sentou-se na cadeira grande de escritório, erguendo o olhar para a fitar. — Vá tomar banho e dormir.
— O seu corpo tem cheiro de laboratório.
O rosto de Helena Martins assumiu uma cor de vergonha. Contudo, ele já havia baixado a cabeça para prestar atenção ao trabalho, e não voltou a encará-la.
A empregada trouxe a roupa, fazendo com que Helena Martins levasse a roupa para a casa de banho.
Após sair do banho, ela notou que Rui já havia saído.
Enzo sentava-se em frente à escrivaninha. Trocava uma chamada de vídeo e falava em alemão a respeito do assunto dos cientistas.
Ao vê-la sair, ele desligou a chamada de vídeo. — Vá dormir.


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