Eram 22h do dia 2 de abril no Vale do Silício, enquanto na Costa do Mar eram 13h do dia 3 de abril.
Uma diferença de fuso horário de quase 15 horas.
Arthur Ferreira estava sentado no tribunal, participando do caso do coma de Sônia Ferreira por queda acidental causada por Roberto Ferreira.
O oficial de justiça caminhou até ele. — Sr. Ferreira, por favor, respeite as regras do tribunal e desligue o celular.
— Caso contrário, o juiz pode condená-lo por desacato e proibi-lo de participar do julgamento.
O advogado criminal contratado disse imediatamente: — Sr. Ferreira, hoje vou chamá-lo para testemunhar, o assunto é importante.
Arthur Ferreira desligou a chamada, olhou para a foto na tela do celular, deslizou o dedo e desligou o aparelho.
O celular foi recolhido pelo oficial de justiça.
Apertou os punhos, deixando os braços soltos ao lado do corpo.
Ouvindo a solenidade ao redor, seu coração parecia ser esmagado e queimado por dentro de tanta agonia.
O ódio brilhava intensamente em seus olhos.
Enzo!
Fora do tribunal.
O Mercedes de Joana Queiroz passou zunindo.
— Passou do ponto! — reclamou Bruno Costa no banco do passageiro. — Dê meia-volta!
O carro parou lentamente no acostamento. Joana ficou irritada. — Vá andando você mesmo, não vou te servir.
Bruno deu um bufo frio, segurou a alça, abriu a porta do carro e fechou-a com força, virando-se para encarar a mulher atraente no banco do motorista. — Por que você se importa com quem ele vai casar?
— O que o casamento dele tem a ver com você?
Joana viu o rosto de Bruno alternar entre verde e branco. Conseguir ficar com raiva desde a noite passada até agora era um feito. — O advogado, se continuar com esse ciúme besta, vou começar a achar que já era apaixonado por mim há muito tempo.
Fazia poucos dias que estavam namorando.
Valia a pena não perdoar por causa de uma menção que ela fez a Enzo?
As sobrancelhas de Bruno franziram no mesmo instante, e ele xingou irritado: — Joana, você tem coração?
Joana olhou para Bruno irritado, e seu coração deu um salto. Ele realmente se importava tanto assim com ela?
Namorar é para ser romântico e tranquilo.
O que se quer é aproveitar a paixão e os hormônios.
Não havia necessidade de tornar as coisas tão desagradáveis.
Ela decidiu contar a ele. — É casar com Helena.
— Quem se importa com ele, ele não é nada meu, eu me importo com Helena.
Ao ouvir isso, o rosto de Bruno suavizou por um momento, mas no segundo seguinte ele pareceu ter sido atingido por um raio, chocado e em pânico. — O que você disse?
— Com Helena?

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Rainha dos Chips: Ex-marido não tem valor
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