Enzo jogou a toalha na bacia de água e esperou Julia levá-la embora. Depois, ele subiu na cama e a abraçou. Sua mão pousou gentilmente na nuca dela, sentindo o calor ardente gradualmente desaparecer. Ele acariciou o rosto dela, estendeu a mão para fechar o pijama desarrumado e a abraçou.
A temperatura do corpo dela diminuiu lentamente, mas ele sentiu como se estivesse pegando fogo.
Ao abraçá-la, as palpitações do seu coração eram tão fortes que ele não conseguia se controlar.
Mas, se a soltasse, sentiria como se caísse num porão de gelo, frio como o gelo.
Ao longo de um ano e oito meses.
Ao pensar o quanto ela costumava gostar dele apaixonadamente e no quão resoluta foi para abandoná-lo...
Ele foi aprisionado por ela em um purgatório de gelo e fogo, incapaz de se libertar.
Mas quando não pensava nela...
— Dengo...
Enzo estendeu a mão gentilmente para segurar o rosto dela, usou um pouco de força para beijar seus lábios cor-de-rosa claro, tentando encontrar algum indício de que ela se importava com ele.
Mas ele não conseguiu nada.
Ela estava num sono profundo demais.
...
A bochecha sendo esfregada.
O sol brilhante lá fora perfurou seus olhos tanto que ela não conseguia abri-los. Ela piscou várias vezes antes de ver o rosto de Julia com clareza.
A mão de Julia tocou a testa dela com olhos amorosos: — A febre parece ter sumido.
Helena levantou a mão para tocar o próprio rosto: — Hum.
Com o apoio de Julia, ela se sentou. Viu que Julia pegava a toalha da bacia de água, torcia e estendia para ela, então ela a pegou para limpar o rosto.
Ontem à noite, foi Julia quem a limpou.
Aquele chamado de Dengo...
Ela parecia ter sonhado com o Paradoxo Universal.
Ela sentiu como se tivesse sido beijada em seu sonho.
Ao limpar os lábios com a toalha, ela sempre sentia que um fôlego estranho fora deixado ali.
— Senhorita, então eu começo a arrumar as malas? — A voz de Julia puxou seus pensamentos de volta.
— Hum. — Helena saiu da cama, sentindo o corpo um pouco fraco, mas que estava bem. Ela pegou um conjunto de roupas, entrou no banheiro, tomou um banho e saiu depois de se trocar.
Ela viu David entrar.
— Helena, sente-se melhor?
— Hum, a febre passou e estou bem, fiz você se preocupar. — Helena respondeu.
— Tudo bem pegar o avião? Vai durar cerca de 5 horas.
— Sem problemas. — Ela se lembrou dos remédios para enjoo que Enzo dera, queria se despedir dele, mas não o encontrou antes de sair.
Chegaram no Vale do Silício, bem no entardecer.
O grande Centro de Pesquisa do Vale do Silício apareceu na frente de todos.
Vendo os novos equipamentos, os laboratórios de pesquisa de ponta... Helena estava tão animada quanto seus colegas.
Era como se tivesse voltado ao Instituto de Pesquisa Zenith.
Não!
Tudo aqui era mais avançado do que o Zenith!
Eles também se tornariam como Zenith, posicionando-se no pico da pesquisa científica algum dia.
Aqui estava dividido nas áreas ABCDE, os laboratórios de pesquisa estavam na Zona E. Andavam e ouviam a apresentação de Rui.
Só então ela descobriu que todo o Complexo Tecnológico pertencia a Enzo.
Não focava apenas na pesquisa e no desenvolvimento dos chips de nanotecnologia avançada.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Rainha dos Chips: Ex-marido não tem valor
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