— Memorize isso.
— A partir de agora, você é Chloe, a filha do conde britânico.
Ela ergueu os olhos atônita, olhando para Enzo.
— Sra. Martins, não se preocupe, o Conde Britânico Richard Courcy é um bom amigo do meu chefe. — Rui explicou.
Ela entendeu imediatamente.
Mesmo divorciada de Arthur, seu status ainda não era apresentável, pelo menos não era digno de Enzo.
Portanto, eles forjaram a identidade dela.
Helena olhou para o documento em suas mãos, os olhos pareciam ter areia e as lágrimas brotaram.
Tudo era falso.
De repente, um calor tocou o canto de seus olhos. Ela ergueu o olhar e sua visão embaçada encontrou o olhar gentil de Enzo.
Ele estava enxugando as lágrimas dela.
— Por que está chorando? É tão ruim assim casar comigo? — Havia um traço de desprazer em seu tom.
Helena queria muito concordar.
Casar com o herdeiro de uma família rica de alto nível, mesmo que fosse falso, era algo que muitas garotas não conseguiriam nem implorando.
E ela, naquele momento, na verdade se sentia injustiçada.
— Não. — Ela recuou para evitar a mão dele.
Mas, no instante seguinte, a cintura dela foi apertada com força por ele.
Seus dedos deslizaram pelo canto dos olhos dela, seus movimentos eram gentis, mas também fortes, não permitindo que ela resistisse: — Você tem que aprender a se acostumar comigo. De agora em diante, você é minha esposa.
Ela o encarou atônita e só voltou a si depois de ser levada para fora do elevador.
Tendo sido levada de volta à suíte por ele, ela foi colocada no sofá.
Ela não pôde deixar de perguntar surpresa: — Não íamos ver seu pai?
A voz ansiosa de insistência do velho mordomo Sebastião pôde ser ouvida fora do quarto.
O olhar de Enzo pousou suavemente sobre ela: — Você não parece a filha de um Conde indo conhecer as pessoas assim.
Helena abaixou a cabeça atônita e percebeu que ainda usava o roupão de banho. O colarinho estava ligeiramente aberto, revelando a clavícula clara. Seu rosto pequeno e constrangido esquentou levemente, e ela ergueu a mão para puxar o colarinho.
— Vou voltar ao meu quarto para trocar...
Antes que ela terminasse de falar, as criadas empurraram fileiras de roupas para dentro.
Ela observou atônita.
Ele disse: — Escolha uma e troque.
Ela assentiu. A tristeza quase transbordou em seu coração, mas ela a reprimiu com força.
Quando ele a tratava bem, sempre a fazia sentir que era amada por ele.
Mas ela sabia que não importava quem estivesse nesta posição, ele faria o mesmo.
Neste momento, Julia entrou: — Senhorita, beba o mingau de ninho de andorinha primeiro.
Ela queria dizer que não estava com fome e não conseguia comer de jeito nenhum.
Mas ele tomou a iniciativa de pegar a tigela e colocá-la na frente dela: — Haverá muitos procedimentos depois, coma um pouco.
— Que procedimentos?
Helena inconscientemente olhou para o céu fora do prédio. Já era tarde da noite, não podia ser...
— Antes de conhecermos meu pai, primeiro vamos à prefeitura para nos casarmos.
Helena: ...
Por que ela teve a ilusão de que ele queria oficializar esse casamento com urgência?
Com medo de que ela fugisse...
Como isso seria possível?
Em sua visão, a mão longa e elegante dele pegou a tigela, pegou a colher, pegou uma colherada de mingau de ninho de andorinha e levou aos lábios dela.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Rainha dos Chips: Ex-marido não tem valor
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