— O que é isso?
Roberto Ferreira jogou um certificado de casamento na mesa.
O documento abriu, exibindo uma foto dele e de Sophia Alencar editada no Photoshop.
O olhar de Arthur Ferreira ficou frio. Bruno Costa ainda não chegava aos pés de César, o homem de confiança de seu pai; eles haviam deixado o certificado de casamento falso ser levado.
— Pai, você não precisa saber dos detalhes. — Arthur Ferreira pegou o certificado.
— Você não tem nenhum sentimento pela Helena? — Roberto Ferreira olhou para Arthur Ferreira incrédulo.
Ele ouviu de César que Arthur Ferreira já sabia do divórcio e que não se importava nada com Helena.
Ele não acreditava nisso no início.
Mas o que César lhe trouxe à noite destruiu completamente essa ilusão.
Ele realmente havia se registrado com Sophia Alencar?
E foi por isso que ele entregou o certificado de divórcio para Helena sem hesitar.
— Arthur Ferreira, você tem coração?
— A Helena não pode ter filhos por causa da nossa família.
— Vocês acabaram de se divorciar e você já casou com a Sophia Alencar? — Roberto Ferreira encarou Arthur Ferreira furioso. — Jamais permitirei que traga a Sophia Alencar para esta família.
Arthur Ferreira se surpreendeu ao ouvir aquilo.
Seu peito pareceu ser atingido por um soco, e ele sentiu uma leve dor.
Mas então ele pensou na palavra "divórcio" vinda de seu pai. Provavelmente César havia descoberto sobre o Certificado de Divórcio Falso e acreditado que fosse real.
Afinal, Bruno Costa havia verificado que o casamento dele e de Helena ainda era válido.
Vendo Arthur Ferreira em silêncio, Roberto Ferreira não pôde fazer nada. Ele não tinha mais poder sobre o Grupo Ferreira e, além disso, estava envolvido em um processo judicial. Mas ele não pôde deixar de avisá-lo: — Cedo ou tarde, você vai se arrepender, Arthur.
Arthur Ferreira não disse nada. Tudo entre ele e Sophia Alencar era falso, não havia nada de que se arrepender.
Guardando o certificado, Arthur Ferreira saiu do escritório. Quando chegou ao pátio, Helena Martins não estava mais lá.
— Cadê a senhora? — ele perguntou à criada.
— A senhora foi embora de carro — respondeu a criada.
Arthur Ferreira pegou o celular e lembrou que estava bloqueado. Ele entrou imediatamente no banco de trás do Rolls-Royce e mandou o motorista ir atrás dela.
Por que ela não o esperou?
O Porsche saiu rapidamente da estrada da montanha e entrou na rodovia urbana.
O Rolls-Royce seguiu logo atrás...
Arthur Ferreira abaixou a janela e viu o conversível do Porsche à frente com a capota aberta. Música tocava, e ela tinha um sorriso radiante e leve, como se as nuvens tivessem se dissipado para o sol brilhar.
Ele não a via sorrir assim há muito tempo.
— Pare o carro da senhora lá na frente — Arthur Ferreira instruiu o motorista calmamente.
Ele observou a contagem regressiva do semáforo com uma sensação de alegria.
De repente, o celular tocou.
Ao ver quem era, ele atendeu.
— Arthur, você esteve mentindo para mim esse tempo todo?
— Você quer que o filho que eu gerar seja criado pela minha irmã?
— Eu sou apenas um instrumento para vocês?

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