Ela nem teve a chance de chamá-lo para agradecer.
Ela sentia que ele estava bravo.
Mas parecia que eles apenas haviam voltado ao relacionamento adequado entre chefe e subordinada.
Isso era bom.
Ela não queria mais atuar como a noiva dele.
Acompanhá-lo enquanto fingia amar outra pessoa.
Ela descobriu que isso a deixava triste.
Ela voltou para a sala privada.
Os efeitos do álcool bateram, e ela se encostou letargicamente na cadeira, fechando os olhos por um momento.
David Soares tirou o paletó e colocou sobre ela, olhando-a com ternura.
Matheus tirou uma foto disso e enviou para Arthur Ferreira.
Na sala de visitas da prisão.
As ações no nome de Roberto Ferreira foram divididas em duas e dadas a Otávio Ferreira e Clara Ferreira, respectivamente.
Otávio Ferreira e Clara Ferreira assinaram sucessivamente as cartas de perdão para Roberto Ferreira.
Foi um desfecho favorável, com cada um conseguindo o que queria.
— Fale. — Arthur Ferreira encarou Otávio Ferreira.
— Falar o quê? Meu querido irmão.
— Não se faça de bobo. Quem estava mexendo os pauzinhos por trás? — O olhar de Arthur Ferreira estava frio.
Ricardo Vilela organizou os documentos sem expressão e se levantou para sair, mas foi impedido pelos seguranças na porta.
Ricardo Vilela olhou para Otávio Ferreira. — Sr. Ferreira?
Otávio Ferreira sorriu. — Diga a verdade para o Sr. Ferreira, antes que ele não consiga comer nem dormir pensando nisso.
Ricardo Vilela assentiu, pegou o celular e tocou um áudio.
[Não me mande fazer as pazes. Eu não vou! Nem que eu tenha que acabar com o Roberto Ferreira no processo!]
[Eu dediquei 30 anos da minha vida para a Família Ferreira!]
[Tolerei o filho ilegítimo dele, tolerei que ele mandasse o próprio filho para a prisão! E no fim, ele vai deixar tudo para o filho da Helena Martins!]
[O mais absurdo é que ela não pode ter filhos! E mesmo assim, ele não se importa e não desiste!]
[O que ele acha que eu, meu filho e minha filha somos?]
Ao ouvir isso, tudo ficou claro.
Tinha sido uma atitude teimosa de Sônia Ferreira.
Otávio Ferreira viu a expressão sombria de Arthur Ferreira e sorriu. — A Helena não pode ter filhos, e você não planeja se divorciar dela?
Ele não demonstrou emoção.
Otávio Ferreira riu. — Um homem tão frio consegue amar tanto uma mulher?

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