Sua voz saiu baixa, provável que apenas as pessoas na mesa de cartas tivessem ouvido.
Essa era a segunda vez que ele a chamava de amor.
Ela sabia que não tinha nenhum significado, era apenas uma encenação para Clarissa.
Mas, ainda assim, o coração dela foi levemente cutucado por ele.
Desde os 5 anos de idade, exceto pelo Paradoxo Universal, ele era a primeira pessoa a chamá-la de amor.
Ela sentiu a palma quente dele se afastar por baixo da mesa de mahjong.
Acompanhada de passos, seu braço foi agarrado e ela foi puxada para cima.
Ele tinha vindo para apaziguar.
Mas ao vê-los brincando juntos, com as bochechas dela levemente coradas e o olhar para Enzo com um quê de expectativa.
A raiva no peito de Arthur surgiu.
— Venha comigo para a Delegacia de Polícia.
Ela puxou a mão de volta na mesma hora.
Ao ouvir sobre a delegacia, ela pensou em Roberto Ferreira.
Planejava ir lá ver, mas antes de sair, ela olhou para Enzo.
Não sabia se era por estar interpretando a noiva dele na frente de Clarissa, ou se não queria que ele pensasse que, mesmo divorciada, ela ainda estava ligada ao ex-marido.
Ou, talvez, um pouco dos dois.
No entanto, Enzo não olhou para ela, apenas organizou as peças de mahjong na mesa sem pressa.
— Clarissa, continuem jogando.
Ela saiu direto, com medo de que Enzo perdesse a moral na frente de Clarissa.
Na frente de Clarissa, ela era a noiva dele, e sair à vontade com outro homem não parecia bom.
Por isso ela disse aquilo.
Clarissa, por sua vez, demonstrou bastante compreensão e revelou um sorriso suave.
A sala de estar estava cheia de pessoas assistindo à cena.
Ela e Arthur caminharam até o pátio, e então ela abriu a boca:
— Fazer o quê?
— Assinar a carta de perdão para Clara. — disse Arthur.
A princípio era uma questão pequena, Bruno Costa já a havia pago a fiança.

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