Laura soltou a maçaneta e enviou a foto do celular para uma conta com a qual não falava há 25 anos. Acompanhava uma mensagem: [Olhe o bom filho que você tem seduzindo uma mulher casada!]
[Ele faz esse tipo de coisa, mas ainda assim é o sucessor da Família Rossi.]
[E eu, há tantos anos, apenas quis ficar com o homem que amava, e você cortou relações comigo, nem mesmo me permitindo entrar na árvore genealógica da família?]
[Valentim, se você não me reconhecer de volta na Família Rossi, vou fazer o mundo saber muito bem a sua verdadeira faceta de hipócrita!]
Lembrando-se do ocorrido 25 anos atrás, os olhos de Laura ainda abrigavam ódio. Guardou o celular e foi embora.
Pegou o elevador para descer e, vendo Arthur vir em sua direção, ela rapidamente entrou na escada de emergência. Agarrada à fresta da porta, ela viu Arthur subir pelo elevador.
Um sorriso de zombaria surgiu no canto de seus lábios.
Se Enzo fizesse aquilo, o velho certamente o expulsaria de casa.
E com Helena flagrada traindo Arthur, a posição de Sra. Ferreira também não seria mantida.
Laura sorriu largamente e saiu por outra porta da escada de emergência.
Enzo sentiu um olhar sobre si. Ao olhar para a porta, viu apenas o gerente do restaurante entrando com os cozinheiros, seguidos pelos garçons empurrando ferramentas culinárias de todos os tipos.
Os cozinheiros preparavam os frutos do mar.
Helena olhou a vista do mar pela janela e sentiu que tudo aquilo não era muito real.
Ela o havia convidado para almoçar ontem e tinha escolhido o Restaurante Mirador.
Ele não havia respondido, mas agora ela estava ali com ele.
Ela sentiu, de certa forma, que havia sido respondida por ele.
Enzo descansava uma mão no encosto de sua cadeira e usava a outra para servir comida para ela, com uma expressão gentil que ela nunca vira antes. — Você não estava com fome?
— Coma um pouco.
A tigela de porcelana branca vazia à sua frente foi se enchendo lentamente com as delícias que ele trazia.
Ela percebeu, surpresa, que a ordem era exatamente a mesma das comidas servidas a ela por David, e que no topo havia justamente o pepino-do-mar.
O fato de ele perguntar aquilo significava que tinha escutado a conversa dela com David no Restaurante Sabor do Brasil?
Mas ele a ignorou completamente naquela hora.
Helena pegou os pauzinhos e colocou o pepino-do-mar na boca para mastigar.
Ele se virou de repente, e o rosto bonito e impecável se ampliou no seu campo de visão.
Estava perto demais. Seus cílios tremeram, e ela recuou. Contudo, suas costas logo tocaram a mão dele. O calor da palma atravessava o tecido, fazendo-a tremer de leve sem querer.
— Fique mais perto da mesa, cuidado para não respingar molho na roupa. — Ele disse, enquanto a puxava para perto da mesa de jantar.
Mas por que ela sentia que estava cada vez mais perto do abraço dele, com a manga roçando no peito dele?
— Por que você está tremendo?
Enquanto falava, ele a envolveu um pouco mais, estendendo a mão para segurar a dela. — Está com frio?


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Rainha dos Chips: Ex-marido não tem valor
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