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Querido CEO, seu bebê quer te conhecer! romance Capítulo 46

Coincidência do destino ou não, Alice se dá conta de que está diante do marido da irmã de Richard, ao se lembrar que ele havia dito que toda a sua família morava na Califórnia.

— Creio que nunca tenha ouvido falar desse nome — responde Alice fingindo certa naturalidade.

— Tem razão, que louco estou sendo em fazer essa pergunta, me esquecendo de que Londres é enorme — Steve ri. — Me perdoe por isso, às vezes acabo falando mais do que deveria.

— Não há problema — explica.

— Mesmo assim, o meu cunhado me disse muitas coisas boas sobre Londres — revela. — Embora ele tenha voltado de lá um pouco estranho. — Sua última frase sai como um sussurro, de modo que pareceu que Steve estava refletindo.

— Estranho?

— Sim, deve ter acontecido alguma coisa com ele nesse período que esteve por lá, contudo, o Richard é reservado demais para comentar sobre.

— Ah… — reflete. — Claro. — Alice não sabe o que dizer, embora queira saber muito mais sobre o assunto.

— Me desculpa, mais uma vez estou falando coisas sem sentido para você.

— Não se preocupe — diz Alice.

— De qualquer modo, irei embora para os EUA ainda hoje, fiquei aqui por três dias e já estou com saudade de casa e dos meus filhos.

— Imagino como deva estar se sentindo.

— E o seu bebê? — aponta para a barriga dela. — É o primeiro?

— Sim — Alice acaricia a barriga. — É a primeira, descobri hoje que é uma menina.

— Meus parabéns — a felicita. — Tenho gêmeos, dois meninos muito sapecas — revela.

— Que legal, acredito que os seus filhos devem estar sentindo muito a sua falta também.

— Acho que não, eles estão com a mãe em Nova York, na casa do tio, já que é o aniversário dele — explica. — O Richard adora crianças, então creio que esteja enchendo os meninos de mimo a ponto de nem se lembrarem de mim — comenta sorrindo.

Pensar na enorme coincidência de haver se encontrado com o cunhado de Richard fez Alice se sentir confusa, em relação a procurá-lo e contar para ele sobre a gravidez, ainda após descobrir que é o aniversário dele.

A porta do elevador se abre e os dois entram.

— Acha que o Richard gostaria de ter filhos? — Alice pergunta, o que faz Steve ficar confuso quanto aquilo.

— Sim, claro que sim — responde um pouco desconfiado.

— Não me leve a mal por perguntar isso — diz ela. — É que você falou muito sobre esse tal de Richard que acabei pensando nisso.

— Claro — Steve ri. — Acredito que ele será um bom pai, mas penso que deva arrumar uma esposa para isso primeiro, já que ele é solteiro.

Saber que Richard continuava solteiro fez algo em Alice mudar. Seus sentimentos diziam a ela para tentar mais uma vez falar com ele e dizer o que estava sentindo e se passando. Talvez ele estivesse mais compreensível naquele dia.

— Espero que ele arranje uma boa mulher — comenta Alice.

Após essa conversa, os dois ficam em silêncio no elevador, até chegar no andar do estacionamento.

— Se não queria um bebê, por que não se preveniu? — questiona Silvia.

— Eu me preveni, só quando engravidei que descobri que os anticoncepcionais não estavam fazendo efeito.

— Se isso é verdade, por que não engravidou do Endrick?

— O médico me disse que o Endrick pode ter ficado estéril por conta da quimioterapia que ele já havia feito quando era criança ou pelo uso de remédio que ele fazia escondido de mim.

— Independente disso, devia usar camisinha, sua tonta, há tantas doenças por aí.

— Na maioria das vezes usei — revela.

— Vamos deixar esse assunto de lado, pois bebês sentem as emoções da mãe, então se estiver triste, ela também estará.

— Eu não sabia disso — comenta.

— Pois agora saiba — explica. — Quer saber de mais uma coisa, filha? — Silvia coloca todas as sacolas de compra no banco de trás e fica com as mãos livres para tocar na mão da filha. — Talvez esteja se sentindo insegura e triste por achar que tem que segurar essa barra sozinha, mas lembre-se de uma coisa, mesmo que o pai da criança não a queira, nós a amaremos.

— Obrigada por isso, mãe.

Quando chega em casa, Alice vai direto para o seu quarto, pega o celular e digita o número de Richard. O coração dela está acelerado e sente que nem sabe, por onde deve começar a falar.

— Alô — A voz de Richard do outro lado da linha provoca uma sensação estranha em seu corpo, que até parece que a criança chutou a sua barriga pela primeira vez.

— Richard, sou eu, Alice.

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