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Querido CEO, seu bebê quer te conhecer! romance Capítulo 45

— O que está dizendo, mãe? — questiona Alice, querendo modificar aquele assunto.

— Alice, por acaso o pai do seu filho é o amante que a Dora te acusou?

— Não! — responde rapidamente. — Eu nunca tive um amante, nem traí o Endrick, vai acreditar no que ela disse?

— Não, eu não acredito, mas filha, você terminou com o Endrick e conseguiu arrumar uma pessoa tão rápido.

— E por acaso, para se conhecer alguém, precisa de tempo estimado? — Pergunta nervosa. — Vamos parar com essa conversa antes que eu desista e volte para casa. — Alice volta a caminhar e abandona a mãe, se questionando se estaria tão difícil aceitar a sua decisão de não falar sobre o pai daquele bebê.

Na sala do obstetra, Alice vê o rostinho de seu bebê nítido e sente a mesma emoção quando ouviu as batidas do coraçãozinho dele pela primeira vez. Nas imagens que ela vê, percebe o quanto aquele serzinho possui os traços de Richard, como a boca e o nariz.

— Hoje consigo dizer para você qual o sexo do seu bebê, está preparada para ouvir, Alice? — O médico pergunta.

— Sim, por favor, doutor — pede ansiosa.

— Você está a espera de uma menininha — revela o médico.

Os olhos de Alice começam a se encher de lágrimas, lamentando por sentir aquela emoção sem a presença de Richard. Infelizmente, Alice estava com orgulho ferido demais para retroceder na decisão de contar a verdade para Richard.

“O que ele acharia se eu o procurasse apenas para dizer que esperava um bebê?”

Ao sair do consultório, Silvia leva Alice para fazer as primeiras compras da bebê.

— Acho que devemos comprar as coisas do quartinho também, o que acha Alice? — Questiona Silvia.

— Não sei se é uma boa ideia, mãe.

— Não pense demais sobre isso — pede Silvia. — Vocês duas ficarão muito tempo conosco ou, por acaso, pensa em retornar a Londres?

— Eu não sei, queria muito retornar a faculdade, mas agora percebo que terei que adiar por mais um tempo.

— Filha, não pense muito nisso, por enquanto não precisa se preocupar com nada, sabe que eu e o seu pai sempre a apoiaremos.

— Sei disso, mas não quero me acomodar. Sou uma adulta e preciso assumir as minhas responsabilidades, preciso começar a trabalhar logo, pois agora devo cuidar de minha filha.

— Você deve contatar o pai da bebê para te ajudar, não pode ficar com as responsabilidades só para você.

— Vai começar novamente? — pergunta impaciente.

— Tudo bem, eu não vou — diz, tentando mudar de assunto.

As duas caminham pelas lojas de departamento do shopping, procurando algumas coisas para comprar, Silvia parece bastante empolgada, enquanto Alice só quer ir para casa e se trancar em seu quarto.

— Vamos naquela loja ali — Silvia aponta para uma loja de artigos infantis.

— Estou me sentindo cansada — diz Alice.

Sua mãe a encara, percebendo a falta de animação da filha.

— Alice, achei que você estaria mais animada.

— Nesse momento, só quero ir para casa — revela.

— Só entrarei em mais uma loja — explica Silvia.

— Vou te esperar no carro — diz Alice, virando as costas e saindo dali, deixando a mãe um tanto preocupada.

Enquanto caminha sozinha em direção ao elevador, Alice acaba se esbarrando em uma mulher.

— Me perdoe — pede desculpas, mas acaba tomando um grande susto ao ver o rosto da pessoa.

— Acho que sim — responde Alice, ainda abalada com o ocorrido.

— Para onde está indo?

— Estou indo para o estacionamento, não se preocupe — responde.

— Também estou indo para lá — diz ele. — Posso te fazer companhia caso tenha interesse.

Ela quer rejeitar, mas pensar na possibilidade de Dora lhe seguir e tentar alguma coisa no estacionamento, onde a circulação de pessoas é bem pequena, lhe dá calafrios.

— Tudo bem — responde Alice.

Os dois vão em direção ao elevador.

— A propósito, me chamo Steve e você?

— Me chamo Alice — responde ela.

— Mora aqui em Manchester?

— Não, sou de Londres — responde rapidamente, não querendo dar muita continuidade àquela conversa, ao ver que Steve tem uma aliança enorme no dedo esquerdo, revelando ser casado.

— Sou dos Estados Unidos, mais precisamente da Califórnia — revela. — Não conheci Londres ainda, mas meu cunhado morou lá por uns meses.

— Espero que seu cunhado tenha falado bem da cidade — brinca.

— Ele amou, mas estava apenas a trabalho, por isso retornou aos EUA — comenta. — Já ouviu falar em Richard Carter?

Ao escutar o nome de Richard, seu coração quase chega a errar as batidas.

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