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Querido CEO, seu bebê quer te conhecer! romance Capítulo 23

Alguns meses atrás, na Califórnia, Estados Unidos da América.

Na mansão de campo da família Carter, Richard Carter está sentado na varanda com a mãe Meredite Carter e o pai, Abraham Carter.

Enquanto conversam, Richard observa seus sobrinhos gêmeos, Filippe e Theodore, filho de Elis Carter, a irmã mais nova de Richard.

— Esses garotos são cheios de energia — diz Richard, ao ver que os dois estão começando a dar os seus primeiros passinhos.

— São mesmo. A coitada da Elis está ferrada com esses dois andando por aí — Meredite concorda.

— Quando iremos ver os seus filhos, Richard? — Abraham pergunta, percebendo que aquele é o momento adequado para tocar naquele assunto.

— Eu nem tenho uma namorada ainda, como quer que eu apareça com filhos? — Richard responde.

— Não tem namorada porque não quer, sabe que a Madeline é louca por você desde criança — Abraham insiste.

— Somos apenas amigos de infância, pai. Não confunda as coisas.

— Eu não estou confundindo, sei que ela é apaixonada por você e você também sabe disso. Devia aproveitar a oportunidade e começar a namorá-la. Pense na dor de cabeça que evitará futuramente, se casando com uma moça que já conhece há anos e sabe das procedências da família dela.

— Não estou interessado — responde Richard, notando que a conversa está ficando desagradável.

— Então é melhor ficar interessado, não quero ir ao seu casamento quando eu estiver um velho rabugento, isso se ainda estiver vivo até lá.

— Pare de se preocupar, o senhor não será um idoso rabugento.

— Como pode ter certeza? Até a sua irmã mais nova já se casou e nos deu netos, enquanto você ainda nem iniciou um namoro.

— Tenha paciência.

— Mais? Você já está quase chegando aos trinta, devia pensar em conhecer uma boa moça e se casar. Se não quer a Madeline, procure outra.

— Abraham! — Meredite adverte o marido. — Não pressione o nosso filho. Todos sabemos que a Madeline é uma moça de boa família, além disso, é direita e linda, mas não podemos forçar o nosso filho a se casar com ela.

— E o que quer que eu faça? O Richard está quase para completar trinta anos e nunca nos apresentou uma namorada — Abraham replica.

— Nunca apresentei porque não conheci nenhuma interessante, mas quando conhecer, tenham certeza de que vocês serão os primeiros a saber da novidade.

— E quando isso vai acontecer? — Meredite questiona o filho. — Somos velhos, devia pensar nisso também.

— Não se preocupe, vocês não falecerão tão cedo, ainda verão meus filhos — Richard os tranquiliza. — Para falar a verdade, sinto que conhecerei alguém nessa viagem que farei à Inglaterra.

— Isso não me convence — seu pai volta a dizer. — Quero uma garantia.

— E como posso fazer isso? — questiona Richard.

— Te darei um prazo para encontrar alguém — diz Abraham.

— Isso é um absurdo — queixa Meredite. — Não deve fazer isso com o nosso filho.

— Tudo bem, deixe-me corrigir a minha condição — pede Abraham. — Se quando completar trinta anos não tiver conhecido ninguém interessante, e a Madeline ainda estiver solteira e continuar gostando de você, quero que a peça em casamento.

Meredite observa a conversa dos dois homens com grandes expectativas. Sabia que Richard era um homem de palavra e que se concordasse com aquela condição a cumpriria se fosse necessário.

— Concordo — diz Richard.

Abraham aperta a mão do filho, firmando o acordo.

— Sei que tem palavra para cumprir o que disse, filho — abraça o filho.

— Só concordei com isso, porque tenho grandes expectativas na Inglaterra — revela.

— Vai procurar uma moça inglesa para se casar? — sua mãe pergunta animada.

— Eu não vou procurar ninguém, pois sinto que se tiver para ser, essa pessoa irá aparecer para mim de livre e espontânea vontade.

— Isso parece um tanto audacioso — seu pai comenta.

— Eu sei, mas estou esperançoso demais por isso. — Os olhos de Richard brilham.

— Estou animada, se você conhecer uma moça por lá, ficarei feliz, mas se não conhecer, torcerei pela Madeline — Meredite parece feliz, se segurando para não pegar o telefone na frente do filho e contar para Madeline a novidade.

— De qualquer modo, passarei alguns meses na Inglaterra e acredito que esse tempo será o suficiente. Sei que, se essa mulher que desejo existir de verdade, ela acabará vindo para os meus braços.

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