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Querido CEO, seu bebê quer te conhecer! romance Capítulo 21

— Duas mil libras? — Alice engole seco, quando descobre o valor do vinho que quer comprar.

— Isso mesmo — o atendente diz, a olhando de soslaio, percebendo que ela não tem dinheiro para aquilo.

— Não precisa comprar o mesmo vinho, amiga — Laila intervém. — Pode comprar um mais barato. O que vale é a sua intenção.

— Mas queria dar a ele o mesmo que havia quebrado na noite passada — confessa triste.

— Eu sei, mas não deve esquecer que o Richard é um arquiteto renomado, montado no dinheiro, enquanto você não passa de uma estudante.

Alice suspira, sabendo que Laila tem toda razão.

— Me indique um bom vinho, que custe menos que isso — ela pede ao atendente.

— Tudo bem — O atendente faz um bico, mas resolve providenciar o pedido dela. Ele a leva até uma prateleira de vinhos mais acessíveis para o seu bolso.

Mesmo que tenha tentado economizar, Alice acabou saindo dali com uma garrafa de cento e cinquenta libras esterlinas.

— Lá se vai metade das minhas economias — resmunga, enquanto sai da loja com Laila.

— Na minha opinião, eu nem acho que isso era necessário. Você mesma disse que ele nem se importou quando a garrafa quebrou.

— Isso é verdade, mesmo assim, sinto que devo um pedido de desculpa pelo modo como o tratei hoje e isso foi a única coisa que me passou pela mente.

— Se eu fosse você, apenas vestiria uma lingerie sexy e batia na porta dele, aposto que isso já seria o necessário.

— Sexo não resolve tudo, Laila.

— Você que pensa — Laila ri, enquanto entra no carro da amiga.

— Eu não quero esse tipo de relação, entende? De fazer as coisas erradas e achar que sexo pode consertar, sem que haja uma conversa antes.

— Escutou o que acabou de dizer? — Laila a encara. — Você disse “não quero esse tipo de relação” significa que está cogitando algo com o Richard, não é mesmo?

— Não é isso — seu rosto cora. — Digo sobre a nossa convivência.

— Está bem — ironiza.

— O Richard deixou claro ontem à noite que também quer uma boa convivência enquanto fica no país — diz com a expressão desaponta. — Isso para mim já é o bastante para saber que não devo me apegar a ele.

— Poxa… — reflete Laila. — Então vocês ficarão assim, até que ele vá embora?

— Pelo jeito, sim.

— E depois?

— Não vai haver depois, só isso mesmo. Quando ele ir, tudo irá acabar.

— Não vai considerar os seus sentimentos?

— Espero que o mesmo tempo que levei para começar a gostar dele seja o mesmo para parar de gostar — responde, percebendo que nem ela mesma acredita naquilo.

— Alice, seja mais positiva!

— O jeito compreensível dele me fez pensar em como devo agir de agora em diante. Preciso aprender a lidar com as minhas emoções e parar de querer descontar em quem não tem culpa.

— E o que a deixou tão nervosa? Você não me disse ainda.

— O Endrick — revela. — Estou preocupada com ele, mas ele é teimoso demais para me escutar.

— Poxa, havia me esquecido disso — confessa. — Essa história do Endrick deve estar te deixando bem tensa mesmo.

— Sim, ainda mais depois que ele me disse querer viajar comigo para a Suíça.

— Suíça? Como assim? — Indaga curiosa.

— É como se ele quisesse concluir algo que deixamos em aberto, entende?

— E por acaso você está cogitando ir com ele?

— No momento não, mas quando a faculdade terminar, quero chamá-lo para irmos juntos.

— Acha que ele tem esse tempo todo?

— Amiga, ele não vai morrer, eu confio muito nisso — diz confiante.

Mesmo que escutasse Endrick lhe contar sobre a doença, Alice ainda não havia caído a ficha sobre o quão grave ela era e como estava o estado de saúde dele.

Esse é o erro dela, achar que as coisas ficariam bem. Contudo, o que ela não sabe é que em breve irá descobrir da pior forma como as coisas realmente são.

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