Que droga de sensação de impotência é aquela que está sentindo?
Ao entrar em seu carro, Alice fica parada, olhando para o volante, sem saber o que fazer. Se pergunta: Como a vida pode mudar tão drasticamente em apenas alguns dias?
Ela sabia que Endrick sofria, mas não compreendia como poderia ajudá-lo, já que havia dito que não o amava antes mesmo de descobrir que ele estava doente. Queria estar ao lado dele e o apoiar, mas não sabia como fazer sem o deixar chateado.
— Como posso assumir algo que nem eu mesma sei o que é? — b**e no volante, na intenção de colocar as emoções para fora. — Que droga de vida!
Ao notar que descontar a raiva no carro não a levaria a lugar algum, ela dá partida e dirige para seu apartamento. Pensar que quando chegasse iria encarar Richard a deixava ansiosa, pois não sabia como deveria agir.
Ao chegar em casa, abre a porta discretamente, concluindo que no momento deveria fugir dele. Ela tira os sapatos e os carrega nas mãos, enquanto passa pelo corredor, só para não fazer barulho.
Quando entra no quarto e fecha a porta, sente que consegue fugir de um problema, mas sua alma quase sai do corpo, quando vê Richard sentado em sua cama.
— O que faz aqui? — pergunta, colocando a mão no peito.
— Estava te esperando — ele responde calmamente.
— Por que não me esperou do lado de fora? Você não pode entrar no meu quarto dessa maneira — j**a os sapatos que carregava no chão.
Richard não deixa de observar aquela cena um tanto inusitada.
— Estava tentando entrar sem fazer barulho? — a questiona.
— Não — mente, colocando a bolsa na penteadeira.
— Então por que estava carregando os seus sapatos?
— Ah, sobre isso… — reflete. — Eles estão sujos, não queria que sujassem o apartamento quando entrasse.
Ele a encara, demonstrando não acreditar no que acabou de ouvir.
— Vai mesmo vir com essa história para cima de mim? — Indaga.
— Tudo bem, você me pegou — levanta as mãos em sinal de rendição. — Eu não queria que você me visse chegar, está satisfeito? — Altera a voz.
— Por quê? — questiona-a.
— Eu não sei! — argumenta. — Você desligou o telefone na minha cara e acabei sentindo que ficou um clima estranho entre a gente.
— Não desliguei o telefone na sua cara — debate. — Eu me despedi primeiro, antes de desligar.
— Fala sério, Richard! — Ri nervosa ao achar que ele está brincando com a sua cara. — Pare de brincar comigo.
— Estou falando sério — se levanta e se aproxima dela. — Não queria atrapalhar o que estava fazendo.
— Eu não estava fazendo nada de mais, que droga! — Se afasta, ficando na defensiva.
— Eu sei — toca a mão dela, tentando acalmá-la. — Mesmo assim, achei que deveria respeitar o seu espaço. Foi um erro ter te ligado, mesmo após você ter deixado um recado dizendo voltar logo. Fui precipitado e não esperei por você.
O modo compreensivo como Richard explica as coisas a faz perceber que está se alterando sem nenhuma necessidade aparente.
— Alice, aconteceu alguma coisa?
— Não, não aconteceu nada, é que estou querendo ir num lugar e gostaria de saber se pode ir comigo.
— Claro que sim — responde animada. — Parece até que adivinhou meus pensamentos, o Caio está indo assistir a um jogo com os amigos e ficarei sozinha.
— Então posso passar aí agora?
— Claro, vou esperar por você.
Após alguns minutos, Alice leva Laila para uma loja de vinhos.
— Por que estamos aqui? — questiona Laila, ao ver o quanto a amiga está concentrada olhando para as garrafas.
— Quero desfazer um mal-entendido — explica.
— E vai precisar encher a cara para criar coragem? — zomba.
— Não, na verdade, quero dar um vinho de presente para alguém.
— Deixa eu adivinhar — Laila finge pensar por um momento. — Será que é para o senhor Carter?
— Está tão óbvio assim?
— Escancarado na sua cara — responde gargalhando. — Seus olhos entregam. Quando falo o nome de Richard, eles começam a brilhar.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido CEO, seu bebê quer te conhecer!