A viagem de ida e volta de Orlando Rocha levou cerca de uma hora e meia.
Após a partida deles, Viviane Adrie conversou um pouco com os idosos da família Rocha e logo levou Daniel para o quarto, preparando-o para dormir.
Quando ela terminou o próprio banho e se deitou, o menino já estava dormindo profundamente.
Ela soltou um suspiro relaxado enquanto se encostava na cabeceira da cama. Pegou o celular para verificar as horas, calculando que certo alguém já deveria estar no caminho de volta.
Então, decidiu ligar.
Do outro lado da linha, Orlando Rocha estava, de fato, dirigindo de volta.
Ao ver a chamada da esposa, um sorriso se formou em seus lábios antes mesmo de atender: — Hum? Ainda não dormiu?
— Como eu poderia dormir se você ainda não chegou? — A voz de Viviane Adrie soava manhosa, acompanhada por um sorriso radiante.
— Estou quase lá, chego em uns vinte minutos.
— Certo.
— O Daniel já dormiu?
— Já sim. Dei banho nele, coloquei umas historinhas infantis e, quando saí do meu banho, ele já estava no décimo sono. — Viviane Adrie respondeu, lançando um olhar carinhoso para o filho e suspirando de satisfação. — Ele é tão comportado. Sempre foi um anjo, a genética da sua família é maravilhosa.
Enquanto falava, ela instintivamente acariciou o ventre, que ainda continuava plano.
Ela se perguntava se as duas criaturinhas ali dentro seriam tão obedientes e fáceis de cuidar quanto o irmão mais velho.
Orlando Rocha não conseguiu segurar o riso diante do elogio: — Essa sua boca parece que foi mergulhada no mel ultimamente.
— É mesmo? E você por acaso já provou?
O flerte escapou sem querer. Viviane Adrie sentiu o rosto esquentar instantaneamente, mas já era tarde demais para retirar o que havia dito.
Do outro lado, enquanto dirigia, o Advogado Rocha foi pego de surpresa pela provocação da esposa e adorou aquilo.
Ele hesitou por um segundo antes de entrar no jogo, respondendo prontamente: — Assim que eu chegar, faço questão de provar.
— Pare de falar bobagens, não vou nem te dar ouvidos!
Mesmo através do telefone, Viviane Adrie podia imaginar a expressão maliciosa do homem ao dizer aquilo, e as ondas de paixão em seu peito se intensificaram.
...
Vinte minutos depois, Orlando Rocha chegou exatamente no horário previsto.
— Tudo bem, pode ir dormindo. Vou tomar um banho frio.
Tomar um banho frio...
Ao ouvir isso, Viviane Adrie lembrou-se de que as relações íntimas não eram recomendadas durante aquele estágio da gravidez e sentiu o rosto arder ainda mais de vergonha.
Quando estava grávida de Daniel, nunca teve que se preocupar com esse tipo de coisa.
Afinal, Kleber Mendes tinha um problema de impotência, sendo completamente incapaz.
Mas Orlando Rocha era diferente.
Ele era um homem no auge da saúde e do vigor físico.
Aqueles dez meses... Não, com os meses de recuperação após o parto, dariam mais de um ano sem poderem ter intimidade.
Só de pensar naquilo, ela já sentia uma agonia.
Diziam que muitos homens cometiam traições exatamente durante a gravidez de suas esposas.
Embora soubesse que Orlando Rocha jamais faria algo do tipo, seu coração doía por fazê-lo passar por tanto tempo de provação e resistência.

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