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Quem é o pai de Daniel? romance Capítulo 551

— Está tudo bem, serei cauteloso — Orlando Rocha respondeu com a voz grave, e logo perguntou com preocupação: — Como está a pessoa no carro? Os ferimentos são graves? Já chamaram uma ambulância?

— Advogado Rocha, não se preocupe. Ele sofreu apenas ferimentos leves, nada que coloque a vida em risco — um dos guarda-costas garantiu.

Enquanto isso, Severino Macedo e seus homens haviam imobilizado todos os bandidos. Dois homens tentaram rastejar para fora do veículo responsável pela batida, mas, ao notarem a desvantagem, tentaram fugir em pânico total.

Porém, devido aos ferimentos, não conseguiram ir longe. Com um único grito de comando de Severino Macedo, foram jogados contra o chão num piscar de olhos.

Assim que as viaturas chegaram, os policiais desembarcaram com precisão militar.

Ao avistar a chegada das autoridades, Severino Macedo sentiu um alívio imenso correr pelas veias.

Por outro lado, os capangas, intimidados pela frota de viaturas com sirenes ligadas e pelos policiais fortemente armados, começaram a tremer incontrolavelmente.

— Acabou para nós! Era uma armadilha, caímos direitinho!

— Porra, fomos enganados! O Orlando Rocha está logo ali! Ele nunca esteve naquele carro!

Os criminosos trocaram olhares desesperados, completamente perdidos.

— Para que esse pânico todo? Digam que foi apenas um acidente de trânsito! E que confundimos as pessoas! Mantenham o bico fechado sobre o resto. Logo um advogado vai tirar a gente daqui! — ordenou o líder do bando, tentando abafar o medo com uma reprimenda áspera.

Tendo escutado a instrução, Severino Macedo se aproximou com passos pesados e desferiu um chute impiedoso no ombro do sujeito.

— Ainda estão sonhando acordados? O chefe de vocês mal consegue se salvar, acham mesmo que ele vai se importar com a vida de vocês?

Com essa revelação, o desespero do grupo só aumentou.

Mas não houve tempo para reagirem. Os policiais avançaram com agilidade, imobilizando todos os presentes e algemando-os com as mãos para trás.

A polícia havia chegado; a ameaça estava contida.

Foi só então que Orlando Rocha se adiantou e caminhou até Severino Macedo.

— Você está bem? — Ele sabia que Severino Macedo havia acompanhado tudo de perto e temia que também corresse riscos.

— Estou bem.

— Não, não. Somos família, não há necessidade de tanta cerimônia. Se algo acontecesse com você sob minha supervisão, como eu explicaria isso para a Viviane? Ela ficaria doente de tanta preocupação.

Ao ouvir o nome de Viviane Adrie, a expressão de Orlando Rocha ficou tensa no mesmo instante.

Com todo aquele transtorno, estava claro que não conseguiria voltar para casa naquela noite.

Ele teria que ir à delegacia mais uma vez.

— Você vai perder o voo, sem contar que precisaremos dar nossos depoimentos à polícia. É melhor ligar para a Viviane e avisar — Severino Macedo, também percebendo o dilema, sugeriu hesitante.

— Sim — Orlando Rocha assentiu, voltando-se em seguida para Roberto Neves com instruções: — Altere a passagem para amanhã à noite. Se tudo der certo, viajaremos amanhã.

— Sim, Advogado Rocha.

Roberto Neves respondeu afirmativamente e já puxou o celular para remarcar os voos.

Observando a saída gradual das viaturas, Orlando Rocha e Severino Macedo instruíram alguns homens a permanecerem no local para cuidar do rescaldo do acidente e, em seguida, entraram no carro, seguindo rumo à delegacia.

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