Luís segurava uma faca e avançou diretamente contra Lívia.
No entanto, sua faca não atingiu o peito dela. Com um estalo, CRAC, a mão de Luís que segurava a faca foi agarrada por Lívia e torcida com força, quebrando-a.
— Ah! — Luís gritou de dor, e a faca caiu no chão.
Lívia apanhou a faca que caía e, num movimento rápido, cortou os tendões da mão de Luís.
Ignorando seus gritos, ela cortou os tendões de sua outra mão também.
Não satisfeita, ela ainda espalhou um pó venenoso sobre as feridas, garantindo que ambas as mãos necrosassem completamente, sem chance de cura.
Depois de fazer isso, Lívia o soltou e o chutou com força, derrubando-o no chão.
Luís caiu em agonia, tentando segurar as mãos feridas, mas descobriu que não tinha mais força nelas.
Brincando com a faca, Lívia se aproximou de Luís no chão, olhando para seu rosto contorcido de dor.
— Luís, em consideração ao sangue da família Barbosa que corre em suas veias, eu lhe dei uma chance de viver. Você a recusou e insistiu em buscar a morte.
Patrícia, que procurava pelo filho, ouviu o barulho e correu até lá, encontrando Luís se contorcendo de dor no chão.
Ela correu para ele, desesperada.
— Luís, Luís, o que aconteceu com suas mãos...?
Apesar de tudo que Luís tinha feito contra ela, como mãe, Patrícia não conseguia ser completamente insensível ao destino de seu filho.
Patrícia se ajoelhou diante de Lívia, batendo a cabeça no chão repetidamente.
— Lívia, peço desculpas em nome do meu filho. Por favor, poupe-o mais uma vez. Prometo que cuidarei dele e não deixarei que ele a machuque novamente...
A testa de Patrícia se rasgou e sangrou, mas ela parecia não sentir dor, implorando incessantemente por seu filho.
Lívia olhou friamente para Patrícia.
— As mãos do seu filho foram inutilizadas por mim. Ele é um aleijado agora. Posso poupar a vida dele, mas se você quiser mantê-lo vivo, não pode mais ficar nesta aldeia.
Patrícia olhou para o estado de seu filho, que parecia pior que a morte, e assentiu com lágrimas nos olhos.
— Eu entendo. Partiremos com ele amanhã de manhã.
— Não. — Disse Lívia. — Eu os levarei.
— Finalmente, tudo está resolvido.
— Sim. — Magnus concordou.
— Que véspera de Ano Novo emocionante e inesquecível. — Lívia comentou novamente.
— De fato. — Magnus ainda concordava.
— Quem diria que em apenas quatro meses de volta à Capital, tantas coisas aconteceriam.
— Quais são seus planos para o futuro?
Ao ouvir a pergunta de Magnus, Lívia se virou para ele imediatamente.
— Que planos? Organizar nosso casamento, é claro. Você esqueceu?
Magnus também se virou para ela e sorriu.
— Claro que não. E além disso?
— Além disso, terminar de filmar 'Ascensão às Nuvens' e transformá-lo em um grande sucesso, adquirir a Entretenimento Vento, escrever um novo romance e cumprir minha promessa de vender os direitos para outras empresas...

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