BOOM!
Uma explosão violenta soou no lado leste da aldeia. Em seguida, uma luz brilhante disparou para o céu escuro e explodiu, formando um espetáculo de fogos de artifício.
Logo depois, mais e mais fogos subiram aos céus e explodiram, criando uma cena grandiosa.
Os homens se entreolharam, confusos.
— O que está acontecendo?
— Eu apertei o botão, por que não explodiu?
De repente, ouviram passos leves atrás deles.
Quando estavam prestes a se virar, sentiram algo duro e frio pressionado contra a nuca.
A voz de Magnus ecoou suavemente atrás deles.
— Não se mexam. Uma arma pode disparar por acidente, e isso não seria bom.
...
FIIIIU... PUM!
Com um assobio agudo, um enorme e magnífico fogo de artifício explodiu no céu noturno, liberando instantaneamente inúmeras luzes multicoloridas.
No coração da aldeia, em uma pedra limpa do lado de fora do horto medicinal.
Lívia apoiou o celular ao lado, sentou-se na pedra e ergueu o rosto para admirar o deslumbrante show de fogos de artifício.
Contra o fundo escuro, os fogos pareciam especialmente brilhantes. Eles mudavam constantemente de forma e cor, ora como flores desabrochando, ora como fadas dançantes, ora como estrelas cintilantes, um espetáculo cativante.
De repente, uma voz suave como jade veio de trás dela.
— Esperei muito, Lívia?
O chat da live explodiu instantaneamente:
[Caramba! Ninguém imagina o quão suave e sedutora foi a forma como o Sr. Ferreira disse 'Lívia'!]
[Esse casal vai me matar!]
[Parece que as pernas do Sr. Ferreira estão completamente curadas! Ele já anda como antes!]
[Ah, um homem fica muito mais bonito quando pode andar!]
Lívia se virou e viu Magnus se aproximando.
Ela abriu um sorriso radiante.
— Eu não esperei muito, mas os espectadores da live sim.
Então, ela ergueu uma sobrancelha.
Lívia sorriu de volta.
— Feliz Ano Novo, Magnus!
O show de fogos de artifício continuou até as doze e vinte.
Lívia se levantou e disse para a câmera do celular:
— A transmissão do show de fogos de artifício termina aqui! Tchau!
Ela encerrou a live e se virou para Magnus.
— Vamos voltar!
— Vamos. — Magnus se levantou e, naturalmente, segurou a mão dela.
Ao chegarem em frente à casa de barro, quando Lívia estava prestes a abrir a porta, a cobra Neguinho rastejou de perto.
Lívia parou e olhou para Magnus.
Magnus entendeu rapidamente o que seu olhar significava, assentiu e permaneceu onde estava.
Lívia se adiantou. Assim que empurrou a porta, uma figura saltou de dentro.
— Morra, Lívia!

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