Os subordinados olharam para o relógio. Já eram nove da noite.
— Preparem-se! Se o Sr. Ibsen não sair até as onze, entramos na vila para resgatá-lo!
— Sim!
…
Depois de jantar com o avô e os outros, Lívia tirou um cochilo. Despertada pelo alarme das onze, ela abriu a janela de madeira e olhou para a paisagem lá fora.
Ela pegou o celular, iniciou uma transmissão ao vivo e apontou a câmera para o céu.
— Olá, a transmissão começou. Em menos de uma hora, o show de fogos de artifício começará oficialmente.
O chat da transmissão logo se encheu de fãs de Lívia, fãs de sua música, de seus romances e curiosos.
[Cheguei, cheguei! Esperei a noite toda, finalmente a transmissão começou!]
[A propósito, a mestra voltou para a vila para o Ano Novo, mas não trouxe o Sr. Ferreira junto?]
[É mesmo! Este é o primeiro Ano Novo desde que conheceu o Sr. Ferreira, é muito significativo!]
Lívia sorriu. — Magnus ainda está ocupado, mas ele chegará em breve.
Os comentários no chat ficaram ainda mais animados:
[Ahhh! Então, em particular, a mestra chama o Sr. Ferreira de Magnus! Que íntimo!]
[Hehehe, vocês ficam tão animados só por ela chamá-lo de Magnus. Se ela o chamasse de 'marido', vocês iriam à loucura!]
Depois de um tempo, Lívia pegou o celular e filmou ao redor da casa.
Quando a câmera focou em Ibsen e seu subordinado amarrados, os comentários mudaram:
[Caramba! O que foi aquilo? Parecia que aquele homem estava amarrado!]
[Eu também vi! Mestra, quem é aquele homem de meia-idade?]
Lívia disse sem rodeios: — O chefe do Departamento de Segurança Pública da Capital, Ibsen.
[Puta merda! Que loucura, mestra! Por que você amarrou uma figura tão importante em sua casa?]
[É verdade, mestra, você vai apodrecer na cadeia por isso!]
[Não, espera, acho que entendi alguma coisa! Esse Ibsen, não seria ele o figurão que a Débora denunciou?]
[Então por que ele está aí? Mestra, explique logo!]
Lívia se virou e inseriu uma agulha de prata na têmpora de Ibsen.
Imediatamente, Ibsen parou de lutar e adormeceu.
[O que a mestra está fazendo?]
[Não sei, vamos ver o que acontece!]
Lívia pegou o celular, foi até a porta, abriu-a e apontou a câmera para fora.
À distância, pessoas corriam. Em seguida, um tiro, e a pessoa que corria caiu no chão.
Por causa da distância, não era muito claro, mas era possível ver que os homens armados estavam vestidos com trajes militares.
[Loucura, loucura! Esses homens estão realmente atirando nos moradores?!]
[Mestra, não me assuste! Diga logo que isso é uma brincadeira sua!]
Cerca de vinte minutos depois, a porta da casa de Lívia foi arrombada e um grupo de homens armados invadiu o local.
— Mãos ao alto!

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