Lívia amarrou Ibsen e seu subordinado e os trancou em seu quarto.
Às sete horas, o vovô, tio Soares e os outros chegaram.
Ao ver Ibsen e seu subordinado amarrados em frente ao armário de madeira, tio Soares se aproximou e chutou com força o peito de Ibsen.
— Seu desgraçado! Você sabe quantos moradores há em Serra Alta? E ainda queria explodir a vila!
O subordinado de Ibsen, ao ver isso, se arrastou com esforço, tentando proteger Ibsen do golpe.
Tio Soares chutou o subordinado para o lado, gritando: — A sua vez já vai chegar, pra que a pressa!
Dizendo isso, ele chutou Ibsen novamente com raiva.
Ibsen estava amordaçado e não conseguia falar, apenas suportava os chutes de Romário, que descarregava sua fúria.
Lívia não o impediu.
Afinal, se o plano de Ibsen tivesse sucesso, centenas de pessoas da vila morreriam naquela noite.
Depois de extravasar o suficiente, tio Soares finalmente se sentou e disse: — Lívia, ontem à noite, fizemos como você disse. Desenterramos todas as bombas plantadas na vila e os especialistas em explosivos desarmaram os fios.
Lívia assentiu. — Ótimo, tio Soares. Hoje à noite, antes das onze, você e a tia Uiara levem o vovô e os outros tios e tias para se esconderem no subterrâneo.
A vila tinha um porão, originalmente usado apenas para armazenar mercadorias importantes. Quem diria que um dia serviria de abrigo.
Tio Soares assentiu. — Entendido.
Lionel, pensando em algo, perguntou: — Lívia, e os catorze condenados à morte?
Só então tio Soares e os outros se lembraram que esses condenados ainda não haviam sido tratados.
Lívia já tinha um plano. — Deixem apenas um condenado como testemunha chave para depor contra Ibsen. Os outros treze serão deixados na vila como isca.
Estava escuro, apenas as luzes das casas dos moradores cintilavam na escuridão, como estrelas no céu noturno.
Seu olhar se tornou sombrio e sua voz, fria. — Agora, o espetáculo vai começar.
…
Os homens de Ibsen, escondidos na vila, observavam a situação de Lívia das montanhas com binóculos de visão noturna.
— O Sr. Ibsen está lá dentro há tanto tempo sem sair. Será que algo aconteceu? Devemos agir agora?
— Não recebemos nenhuma mudança no plano. Aja de acordo com o plano original. Se algo der errado, não poderemos arcar com a responsabilidade!
Naquela manhã, a ordem que receberam foi: se o Sr. Ibsen não saísse da vila até as onze da noite, eles deveriam atacar a vila sob o pretexto de perseguir fugitivos, resgatar o Sr. Ibsen e depois detonar as bombas plantadas por toda a vila.
Não muito tempo depois, eles viram alguns moradores irem para a casa de Lívia e saírem cerca de duas horas depois.

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