O subordinado então perguntou a Ibsen, hesitante: — Então, irmão, o plano de explodir a vila continua? Ou devemos mandar retirar as bombas agora?
Ibsen pensou por um momento e finalmente decidiu: — O plano original continua. Se às onze da noite eu ainda não tiver saído da vila, você alega que fui sequestrado pelos fugitivos condenados e que minha vida está em perigo, e então ataca a vila com força policial. Me tire de lá em segurança antes da meia-noite.
O subordinado assentiu. — Entendido.
…
Na tarde seguinte.
O carro de Ibsen chegou a Serra Alta. Ele mandou seu motorista parar e perguntar a um morador que passava: — Onde mora a Lívia?
O morador olhou para eles de cima a baixo e disse: — Procurando a Lívia? Eu levo vocês lá.
Em pouco tempo, o morador levou Ibsen até a casa de barro de Lívia. — Pronto, é aqui que a Lívia mora.
Depois que o morador se foi, Ibsen desceu do carro, olhando com desdém para a casa de barro em ruínas à sua frente.
Ele pisou com cuidado no chão lamacento, como se cada passo pudesse afundar seus sapatos.
Finalmente, ele chegou à porta da casa e viu Lívia sentada em um banco de madeira, mexendo em ervas medicinais.
O subordinado que o acompanhava bateu impacientemente na porta três vezes.
Lívia ergueu os olhos. — Oh, Custódio, você chegou.
Ibsen franziu a testa, examinou o interior da casa com cautela e, certificando-se de que não havia mais ninguém, entrou. Ele encontrou um banco de madeira que parecia muito velho, sentou-se e disse, descontente:
Ibsen riu friamente. — O quê, quer brigar? Já que sabe quem eu sou, acha que pode me enfrentar como fez com Flávio? Se qualquer coisa me acontecer aqui, não apenas você, mas a vila inteira estará acabada.
Lívia riu novamente. — É claro que eu sei. Mas, mesmo que nada lhe aconteça, você não já planejava acabar com a minha vila inteira?
Ao ouvir isso, a expressão de Ibsen endureceu. — O que você quer dizer?
Lívia sorriu. — O que eu quero dizer, você sabe muito bem.
A visão de Ibsen permaneceu fixa no rosto de Lívia. Por um instante, ele não conseguiu distinguir se ela realmente sabia de seu plano de explodir Serra Alta ou se estava apenas blefando.
— Não precisa adivinhar. Eu sei do seu plano. Você quer explodir toda a minha Serra Alta, não é? — Lívia pegou outra erva e a levou ao nariz para cheirar.

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