— Sem problemas, já posicionamos drones no local — disse o subordinado. — A propósito, Lívia também voltou para a vila ontem.
Ao ouvir isso, a mão de Ibsen que segurava a xícara de chá parou. Então ele sorriu. — Não acredito. Lívia caiu direto na armadilha. Originalmente, eu planejava explodir a vila para lhe dar um aviso, mas já que ela mesma voltou, pode simplesmente ser explodida em pedaços.
Mal terminou de falar, seu telefone tocou.
O subordinado pegou o celular da mesa de centro de cristal e, após atender, passou-o respeitosamente para ele.
Antes que Ibsen pudesse falar, ouviu uma voz feminina e zombeteira do outro lado.
— Custódio?
Ao ouvir aquele nome há muito esquecido, Ibsen quase deixou o celular cair.
— Lívia?! — Ele franziu a testa, questionando.
O subordinado ao lado, ouvindo as palavras de Ibsen, olhou para ele com alerta.
— Heh, por que está tão tenso? Por acaso eu errei seu nome?
Ibsen se recompôs e disse em voz baixa: — Quem é Custódio?
— É você — respondeu a voz calma de Lívia do outro lado.
Com o rosto sério, Ibsen disse: — Não sei do que você está falando.
Lívia disse: — Se não sabe, tudo bem. Só quero te dizer que tenho provas de que você é Custódio. Se algo me acontecer, as provas de que você está se passando por Ibsen serão enviadas para seus adversários. Você acha que conseguirá manter sua posição atual intacto?
A expressão de Ibsen ficou ainda mais sombria. — Não sei do que você está falando. Não sou nenhum Custódio, e o que aconteceria com você não tem nada a ver comigo!
— Como não teria? Alguns condenados à morte apareceram na vila. Isso não é obra sua? — retrucou Lívia.
O subordinado ao lado, vendo Ibsen abaixar o celular, perguntou cautelosamente: — Irmão, o que aconteceu?
Ibsen disse com uma expressão sombria: — Prepare tudo. Amanhã, vou para Serra Alta.
O subordinado ficou muito surpreso ao ouvir isso. — Amanhã? Amanhã à noite, à meia-noite, é o dia planejado para explodir Serra Alta! O que você vai fazer lá?!
Ibsen não explicou, apenas disse: — Eu sei, mas amanhã eu preciso ir!
Neste mundo, além de seu subordinado que estava com ele desde a infância, ninguém deveria saber sua verdadeira identidade!
Lívia devia ter descoberto algo para ousar ligar e provocá-lo pessoalmente. Mas, como ela não denunciou as provas diretamente e queria encontrá-lo pessoalmente, isso significava que ainda havia espaço para negociação!
Se conseguissem chegar a um acordo, ele pegaria as provas e sairia antes da meia-noite. Se não, ele a sequestraria e, sob tortura, não acreditava que não conseguiria arrancar dela as provas que ela havia encontrado!

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