Magnus sorriu. — Se você passar a noite aqui, terá que dormir no mesmo quarto que eu. Quando eu durmo na sua casa, pelo menos é no quarto ao lado, e eu consigo me controlar. Dormindo no mesmo quarto que você, temo que não consiga. Minhas pernas estão prestes a se recuperar completamente, e não quero estragar nossa primeira noite maravilhosa por um momento de fraqueza.
Lívia sorriu com um ar malicioso. — Você não tem medo que, sem um ensaio, nossa primeira vez seja um fracasso ou uma experiência ruim?
Magnus riu da provocação de Lívia e disse seriamente: — Fique tranquila, não vou deixar que nossa primeira vez tenha qualquer arrependimento. Eu garanto que farei você experimentar algo maravilhoso como nunca antes.
Após uma pausa, ele acrescentou com um sorriso: — E se a primeira vez realmente falhar, eu te compensarei bastante depois.
Lívia também riu das palavras de Magnus. — Certo, então existe um sistema de compensação.
Nesse momento, o telefone de Lívia tocou, quebrando a atmosfera íntima do quarto.
Lívia pegou o celular e viu que era Sandra.
Lívia atendeu, perguntando: — O que foi?
Do outro lado, Sandra disse: — Patrícia Barbosa está chorando e gritando que quer ir embora.
Ao ouvir isso, Lívia sorriu com os lábios curvados, suas palavras revelando um tom de zombaria e escárnio. — Ah, ela não aguentou tão rápido. Certo, eu vou aí resolver isso.
— Ok.
— Você me criou? Como você me criou? Você tinha dinheiro para me criar? Quem sempre me sustentou foi a família Marques! Meu sobrenome é Marques, eu sou da família Marques! Se minha mãe não fosse você, a família Marques não teria chegado a este ponto, meu pai não estaria na prisão, minha avó não estaria na prisão, Flávio não estaria na prisão! Sua estrela de mau agouro, desgraçada, por que você não morre de uma vez!
Lívia abriu a porta e entrou, olhando para Patrícia, que era espancada. — Minha tia Patrícia, você ainda quer encontrar seu filho, se reunir com ele?
Patrícia imediatamente se arrastou do chão em prantos até os pés de Lívia, abraçando sua perna e implorando: — Não mais... Luís é um ingrato! Era melhor ter parido uma pedra do que ele!
— Ah, que bom que você sabe. — Lívia afastou Patrícia com um chute. — Pelo fato de você ser minha tia e por não ter me causado nenhum dano real, vou te dar uma última chance de cuidar bem do meu avô.
Ao ouvir que poderia sair dali, Patrícia soltou um suspiro de alívio e, ajoelhada no chão, disse entre lágrimas: — Sim, sim, sim! Eu com certeza cuidarei bem do papai! Minha boa sobrinha, antes eu estava errada, eu errei, peço desculpas sinceras aqui. Nunca mais vou me opor a você!

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