Ao entrar no salão principal, Lívia, que conversava com o velho Sr. Ferreira, olhou em sua direção.
— Magnus, você voltou.
Gustavo também estava lá.
Ele não falava muito, mas ao ver seu irmão Magnus, apenas acenou levemente com a cabeça.
No entanto, ao notar que Magnus entrou andando sozinho com o auxílio de uma bengala, os olhos de Gustavo brilharam.
O velho Sr. Ferreira perguntou com um tom pesado: — O assunto de Nuno e Enzo foi resolvido?
Magnus assentiu. — Sim, dei a eles uma lição para que paguem um preço por suas ações.
— Quanto a Enzo, já determinei que, após a reunião de família, toda a família dele se mude para a África, com proibição de retornar ao país por vinte anos. Eles manterão 10% das ações da empresa de metais não ferrosos do tio Kléber na África. Afinal, somente se continuarem a deter as ações, eles continuarão a administrar bem os negócios por lá.
O velho Sr. Ferreira não disse nada. O arranjo de Magnus já era um tratamento muito bom para eles.
Muito melhor do que a prisão que Enzo enfrentaria antes.
— E a família do seu tio Fausto? Como você lidou com eles? — perguntou novamente o velho Sr. Ferreira.
Magnus respondeu: — Também pretendo mandá-los para a África. Abrirei uma grande fábrica de veículos de energia nova lá para que eles administrem. Embora seja uma nova fábrica, é um setor em alta, então eles também deterão 10% das ações.
O velho Sr. Ferreira não fez objeções. — Ótimo. Mande todos para a África e deixe que eles briguem entre si por lá.
O velho Sr. Ferreira olhou para Gustavo. — Você pretende entrar no Grupo Ferreira e aprender a administrar os negócios com seu irmão?
Gustavo balançou a cabeça imediatamente. — Não tenho essa intenção. Pretendo continuar minha carreira no mundo do entretenimento e... depois que meu contrato com a empresa atual expirar, quero assinar com a Estrela Mídia da Sra. Barbosa.
Lívia deu de ombros. — Por mim, tudo bem.
Pensando nisso, Gustavo ergueu os olhos para Magnus e disse solenemente: — Obrigado, irmão. Se não fosse por sua intervenção, Fernando poderia ter...
Ele não terminou a frase, mas todos sabiam o que ele queria dizer.
Vendo que o clima estava ficando pesado, Lívia interveio: — Certo, já que tudo foi resolvido perfeitamente, a vida daqui para frente será apenas sobre fazer o que gostamos, comer, beber e nos divertir! Já podemos jantar? Estou morrendo de fome.
O mordomo, de pé atrás do velho Sr. Ferreira, sorriu levemente. — Sim, Srta. Barbosa.
Magnus sorriu. — Vamos comer primeiro.
...
Depois de uma refeição farta, Lívia e Magnus foram para o quarto dele. Como uma exploradora, ela investigou cada canto e, por fim, sentou-se na poltrona, olhando para Magnus com um sorriso nos lábios.
— Magnus, por que você não me pergunta se eu quero passar a noite aqui?

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