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QUANDO TE PERDI romance Capítulo 9

Ela voltou a fechar os olhos, e sua imaginação continuava a projetar a imagem de Dante de cueca chamando ela, convidando-a para sentar em seu colo.

Suas mãos que estavam no rosto, começou a deslizar pelo corpo, sentindo a água morna que envolvia o seu corpo, Ivy começou a acariciar o seu corpo, explorando sensações desconhecidas.

Suas mãos passaram por seu abdômen e subiram aos seios. Ela os acariciou e apertou, quando fez isso, sentiu em sua intimidade uma sensação diferente.

Uma mão continuou no seio esquerdo enquanto a outra desceu vagarosamente para a sua virilha, ela estava se sentindo mais agitada e seu coração martelava em seu peito.

Imaginado as mãos grandes de Dante deslizando em seu corpo, Ivy começou a acariciar a sua vulva, passou os dedos entre os lábios, pressionou o indicador no clitóris e com o dedo médio deu uma leve pressão na entrada de sua fenda.

Seus mamilos estavam rígidos com a excitação de seu corpo, seus dedos aumentaram o ritmo e a pressão em seu clitóris e em pouco tempo ela sentiu seu útero contrair em uma explosão de sensações, ela estava ofegante e suas pernas tremiam.

Era a primeira vez que ela se tocava daquela forma. Nunca fez ou pensou em coisas do tipo. Ela tentava se acalmar e regular a sua respiração quando ouviu uma batida na porta.

- Ivy você está aí?

Desta vez não era sua imaginação, Dante estava do outro lado da porta chamando por ela.

- Ivy está tudo bem? Você está aí dentro a muito tempo.

- Eu estou bem, acabei cochilando na água, já vou sair.

Sua voz estava trêmula, e só de imaginar seu marido do outro lado, ela já sentia vergonha pelo que acabou de acontecer na banheira.

Quando abriu a porta, encontrou Dante sentado na beira da cama, ele não estava mais como antes, agora estava com a calça de moletom e uma camisa branca.

Vendo ela sair do banheiro, ele levantou a cabeça, olhando para ela, medindo seu corpo dos pés à cabeça.

- Pensei que estava passando mal, você demorou muito lá dentro.

-Eu adormeci na banheira quente, relaxei demais. - Respondeu com um sorriso vergonhoso nos lábios.

- Você já jantou?

- Sim, depois que voltei do passeio estava com fome e já jantei.

- Por que não me chamou?

- Não quis atrapalhar o seu sono, deixei você descansar.

Enquanto falava, Ivy se encaminhava para o seu lado da cama, puxou a manta e se deitou. Estava de costas para ele, estava com vergonha dos seus desejos, não queria olhar para ele e lembrar do que fez.

- Já que você não me chamou, eu vou comer sozinho.- Disse ele levantando da cama, olhando para ela que já estava deitada de costas para ele.

Está bem, bom apetite.

Você está realmente bem? Está estranha.

Estou bem sim, estou cansada, andei muito.

Dante se trocou, e antes de sair, olhou novamente para Ivy. Ela estava toda enrolada, como se quisesse se esconder, ele estava estranhando a atitude da garota, ela nunca agiu daquele jeito, estava quieta demais.

Ele olhava para ela e comparava a Ellie. O corpo de Ivy era muito bonito, tanto quanto o de Ellie, mas ele não sentia por ela nenhuma atração e sabia que isso poderia lhe causar problemas futuros.

Mesmo que tenha prometido a sua amada que não tocaria em sua esposa, sabia que o casamento teria que ser consumado em algum momento e voltar para casa depois de cinco dias a sós e não terem feito nada, poderia pôr em risco o seu futuro na empresa.

Ele se aproximou dela, se agachou e continuou olhando em seu rosto.

Com a ponta dos dedos tocou suavemente no rosto dela, tocou os lábios e afastou a mecha de cabelo que estava solta.

Ele esperava alguma reação de seu corpo, mas nada aconteceu, ele não sentia tesão por Ivy. Bufou passando a mão pelo rosto.

Se seu corpo não reagia, quando tomasse a decisão de dormir com Ivy, precisaria de ajuda externa, ou nunca conseguiria fazer aquilo.

Levantou, colocou a roupa de dormir e deitou ao lado de Ivy, ficou olhando o teto esperando o sono, e quando menos esperava, Ivy se virou e o abraçou, ela colocou a cabeça em seu peito e o braço em volta de sua cintura. Sua pele era quente e macia e quando ela passou a perna por cima dele, ele sentiu um arrepio em sua coluna.

Ficou imóvel esperando não acordar Ivy, mas ao fazer isso a garota o apertava ainda mais em seu abraço. Seus seios tocavam levemente no corpo de Dante. O leve perfume que ela usava atingiu as narinas dele que o fez sentir seu membro pulsar involuntariamente.

O que ele havia pensado a poucos momentos que nunca aconteceria de forma homogênea, agora parecia ser possível, ela só precisava ficar quieta. Não ouvir a sua voz era um grande aliado.

Em um impulso, ele acariciou a pele de Ivy, passou a ponta do seu nariz nos cabelos dela, seu cachos estavam soltos e exalava o aroma do shampoo que ela usava, um aroma almiscarado que agradava as suas narinas.

Ficou ali inalando o perfume dos cabelos dela até o momento em que foi atingido pelo sono.

E pela primeira vez eles dormiram juntos, abraçados como um casal verdadeiro, que se amam.

Ela estava sonhando com ele a cada vez que se mexia, o agarrava mais um pouco como se quisesse garantir que ele não sairia mais de seus braços.

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