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QUANDO TE PERDI romance Capítulo 12

Ivy acordou no meio da noite, olhou para os lados e não viu Dante.

Pegou o celular que estava em cima do criado mudo e olhou as horas.

Eram 3:40 da manhã.

Intrigada, se levantou da cama, calçou as pantufas e saiu do quarto.

A casa estava escura, ninguém além dela estava ali.

"Aonde será que ele foi a está hora?" se questionava.

Decidiu fazer um chá e esperar pelo esposo na sala.

Trinta minutos depois, Ivy viu os faróis da Lamborghini clarear a casa.

Quando Dante girou a chave na porta e a abriu, deu de cara com Ivy sentada no sofá.

Ela estava com os braços cruzados no peito, de pernas cruzadas balançava o pé nervosamente.

- São 4:10 da manhã, onde você estava Dante?

- Por aí

- Por aí onde?

- Por aí, sem um lugar específico.

- Você está sempre fugindo, evita dormir ao meu lado. O que está acontecendo Dante?

- Não está acontecendo nada chérie, eu só quis sair, eu vi que você estava chorando e decidi te dar espaço.

- Porque em vez de sair, você não ficou e conversou comigo?

- Ivy eu já te disse que não sou o príncipe encantado que você espera.

Ele virou as costas para ela e subiu as escadas, mais uma vez não queria conversar com ela, não queria dar satisfações.

Não poderia deixar Ivy desconfiar de seu caso.

Ela seguiu ele, entrou no quarto, deitou na cama e aguardou ele sair do banheiro.

Quando ele saiu, após um banho rápido, vestindo um pijama de algodão viu Ivy deitada na cama, acordada ela olhava intensamente para ele.

- Não vai dormir mais?

- Talvez, não estou com sono agora.

- Que pena, eu estou.

Ivy vendo ele se deitar, criou coragem de se aproximar e falando baixo olhando para ele com cara de súplica perguntou:

- Posso dormir te abraçando como na Grécia?

- Para que?

- Por favor? - disse quase implorando para ele por um pouco de carinho.

- Ivy, eu não gosto de ninguém me abraçando. Na Grécia eu não consegui dormir depois que você me abraçou.

- Só um pouco?

- Não, melhor você abraçar o seu travesseiro.

Ele virou de costas para ela e fingiu dormir. Ela ficou olhando as costas dele, esperando tristemente o sono chegar.

Na manhã seguinte Ivy acordou com o celular tocando, ela olhou o identificador de chamadas e viu que era sua sogra.

Antes de atender ela olhou para o lado e viu que Dante ainda dormia.

Ela pegou o celular e andou para fora do quarto, não queria acordar o esposo.

- Alô, sogra.

- Oi, minha querida, como está?

- Bem, e vocês?

- Estamos bem, aguardando o retorno de vocês.

Neste momento Ivy exitou, mas preferiu ser honesta com a sogra.

- Ahh… sogra nós voltamos ontem. Já estamos em casa.

- Como assim? Aconteceu alguma coisa com vocês?

- Não, claro que não. Mas já não estava agradando a viagem.

- Que pena querida, mas já que voltaram, venham almoçar aqui em casa hoje.

- Ok iremos sim. Até mais tarde.

- Até mais minha nora querida.

Do outro lado da linha, Flora não gostou de saber que a lua de mel de seu filho tinha sido interrompida.

Em sua cabeça, mil conjecturas se passaram, mas teria que esperar até a hora do almoço para ter as suas respostas.

Quando Dante acordou, percebeu que Ivy não estava no quarto, sem pressa saiu da cama, fez sua higiene matinal e desceu.

No andar de baixo, Ivy estava sentada a mesa que estava posta com tudo o que Dante gostava.

Ela já estava terminando o seu café quando ele apareceu.

- Não conseguiu dormir cherry?

Ouvir aquele apelido irritava Ivy, ela apenas olhou séria para seu marido antes de respondê-lo.

Ela não queria contar a verdade, mas a tensão começou a ficar mais pesada e as dúvidas de seus sogros ficaram mais afiadas.

- Então vocês voltaram dois dias antes da data prevista. O que aconteceu? - Flora perguntava a Ivy com olhos afiados e brilhantes de curiosidade.

- Ah… sogra infelizmente o Dante ficou mal na viagem, então achamos melhor voltar. Em outro momento voltamos.

- Nossa, que triste, não é a primeira vez que ele vai para a Grécia e nunca passou mal. Que pena.

Neste momento Ivy, que estava levando o garfo até a boca, parou como uma estátua.

Ela nunca soube que ele já esteve lá outras vezes.

Delicadamente recobrou a postura e deu um sorriso forçado.

- Sério sogro? Nunca soube que ele já tinha ido lá.

- Você sabe que o cargo dele faz ele viajar muito né?

- Sim, eu sei. Mas quantas vezes ele já foi para lá? - Estava curiosa e queria arrancar mais informações de seus sogros.

- Duas vezes no último ano.

Nossa - a resposta a surpreendeu - ele foi sozinho ou com a equipe?

Somente com a Ellie, ela é assistente dele há um ano. E estava presente nas negociações com os gregos.

Ao ouvir a resposta de seu sogro, Ivy sentiu ciúmes, por que a sua prima estava com ele a sós em outro país?

Então resolveu tirar a limpo as dúvidas sobre a contratação de sua prima.

- Sogro a quanto tempo minha prima trabalha na LaBelle?

- Um ano, por que?

- Eu não sabia até dois meses atrás.

- Tem certeza? Dante me disse que você estava ciente da contratação - Arthur agora tinha um semblante de dúvida. Ele lembrava perfeitamente de ter perguntado ao filho sobre a contratação de Ellie.

- Certeza absoluta, fui pega de surpresa quando a vi na empresa.

- Ela não mora com você e Pedro? - Flora entrou no assunto.

- Não mais, há alguns meses, quase um ano ela mora sozinha.

- Quanta coincidência.

- Sim sogro, muita coincidência.

A tensão que já estava grande, neste momento se tornou palpável.

Todos continuaram a comer, se olhando de canto de olho.

Ivy iria questionar o seu marido sobre o contrato de Ellie e as viagens à Grécia

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