Sílvia ficou tão emocionada que tentou segurar a mão dela, mas acabou pegando no vazio.
Sem conseguir esconder o constrangimento, recolheu a mão, mas ainda assim perguntou com o rosto cheio de entusiasmo: "Você concordou?"
"Sim." Katarina assentiu e, espontaneamente, colocou a mão na dela.
Sílvia apertou firme a mão de Katarina, profundamente agradecida. "Obrigada, obrigada, de coração."
"Na verdade, sou eu quem devo agradecer à Professora Moreira por aceitar me ensinar." Katarina sentiu-se um pouco lisonjeada, e também um tanto sem jeito.
No primeiro momento em que a viu, pensou que fosse uma pessoa fria e séria, mas a realidade parecia ser exatamente o oposto.
Sílvia então disse de forma solene: "Você pagou pelo curso, então é como se fosse minha benfeitora, meu pão de cada dia. Vou fazer o melhor por você."
Katarina: …
Vendo que ela não respondeu, Sílvia apressou-se em perguntar: "Falei algo que te incomodou?"
"Talvez soe estranho, mas faz sentido." Katarina respondeu sinceramente.
Sílvia não perdeu tempo. "Então vamos começar."
"Como prefere aprender?"
Katarina hesitou por um instante e perguntou: "Tenho opções?"
Sílvia gesticulou animada: "Deitada, sentada, em pé, do jeito que quiser."
"Deitada também?" Katarina mal podia acreditar.
"Quer experimentar?" Sílvia incentivou com entusiasmo.
Cinco minutos depois, as cadeiras da sala estavam improvisadamente alinhadas como se fossem duas camas para acomodá-las.
Com a orientação de Sílvia, Katarina deitou-se sobre as cadeiras.
"Katarina, agora feche os olhos." Sílvia guiou-a passo a passo. "Comece a respirar de forma tranquila e regular."
"Embora eu não saiba qual é o verdadeiro motivo da Katarina aprender Braille, já que decidiu aprender, deve se dedicar."
Quando se inscreveu, Katarina já havia explicado que queria aprender para poder ajudar melhor as pessoas com deficiência visual, ser uma boa voluntária.
Mas, ao ouvir Sílvia, ela teve a impressão de que a professora não acreditava totalmente em sua motivação.
Após mais alguns minutos deitada, Sílvia se sentou primeiro. "Pode levantar agora."
Katarina se levantou também, e Sílvia, de forma simbólica, tirou de sua bolsa transversal um livro didático. "Vamos começar com o básico."
Uma hora e meia de aula passou rapidamente.
No começo, Katarina achou que aprender Braille seria entediante, mas ao final da aula, ficou com vontade de continuar.
Quando o alarme tocou, Sílvia parecia estar com pressa. Guardou o material rapidamente e já ia saindo, quase tropeçando.
Katarina, ao ver aquilo, correu para ajudá-la.

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