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Quando Perder a Luz romance Capítulo 298

"Srta. Serpa." Vasco olhou para ela com um olhar que misturava admiração e gentileza, e acrescentou: "Que tal dar uma olhada neste quadro?"

Os presentes trocaram olhares, um pouco surpresos com a situação.

O homem, atendendo ao olhar sutil de Ângela, falou novamente: "Sr. Vasco, o Diretor Jardim gostaria de convidá-lo…"

"Só um momento, por favor." Vasco o interrompeu com uma expressão levemente alterada e voltou-se para Katarina: "Srta. Serpa, poderia me dizer o que acha deste quadro?"

Vasco indicou para ela uma tela pendurada em um canto, intitulada "Caos".

Katarina observou atentamente e depois, com sinceridade, expressou sua opinião: "Apesar de caótica, no fim das contas, há uma ordem no caos."

"Poderia detalhar um pouco mais?" Vasco perguntou, demonstrando certa expectativa.

Katarina havia falado por impulso, e agora, diante do pedido do Sr. Vasco, ela hesitou em se arriscar.

Vasco pareceu perceber seu nervosismo e a tranquilizou: "Não se preocupe, fale à vontade. A arte não tem fronteiras."

Com essas palavras, Katarina sentiu-se mais segura para se expressar: "Parece que quem pintou tem um certo perfeccionismo. A pessoa tentou retratar o caos, mas não conseguiu evitar criar uma ordem escondida ali."

"As faixas cinza-escuras, que parecem aleatórias, na verdade seguem uma lógica."

"Vão do claro ao escuro, do escuro ao claro, alternando tons suaves e intensos."

Esse papo de tons claros e escuros soou ridículo para Ângela, que não conseguia conter o deboche. Quem era aquela para tentar se exibir na frente do Sr. Vasco?

Afinal, ela ainda era a ex-mulher do Renan, e isso era quase uma vergonha para ele.

Ângela zombou: "Srta. Serpa, o Sr. Vasco disse para você falar à vontade, mas também não precisa exagerar, né?"

"Pode dizer que não entendeu, o Sr. Vasco não vai pensar mal de você por isso."

Para ela, só essas duas já superavam todas as outras.

Vasco não respondeu imediatamente, mas o estudante ao lado dele pareceu um pouco desconfortável. Porém, na presença de Vasco, só lhe restou responder à Katarina com sinceridade: "Este quadro é do meu colega mais velho, o outro é do meu professor."

A tela intitulada "Caos" era do colega dele; a outra, de Vasco.

A segunda obra realmente refletia o temperamento de Vasco: discreto e modesto, assim como ele.

"Srta. Serpa, você poderia fazer uma pintura agora para mim?" Vasco perguntou de repente.

Katarina ficou um instante surpresa e então perguntou: "Agora?"

"Sim." Vasco não parecia estar brincando; o convite era sincero.

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