"Como está? Está tudo bem?" Katarina ainda perguntou sobre o sentimento de Luciano.
Katarina realmente não se importava com onde morasse; desde que pudesse estar com a irmã, mesmo que tivesse que dormir nas ruas, ela já se sentiria feliz.
No entanto, ele jamais permitiria que a irmã dormisse na rua; queria dar a ela tudo de melhor que o mundo pudesse oferecer.
"Finalmente tenho um lar com você, mana." Ele disse, repleto de alegria.
Katarina, com o olhar cheio de carinho, respondeu: "Você é sempre bem-vindo de volta."
Luciano pensou que ela fosse deixá-lo morar com ela, então fingiu um ar desapontado e perguntou: "Você não quer que eu fique aqui todos os dias, mana?"
"Claro que não é isso." Katarina explicou sorrindo: "Aqui fica um pouco longe do seu trabalho, além disso, você não costuma fazer companhia para o Sr. Simões?"
Ela já havia perguntado antes sobre as condições de trabalho e moradia dele, e ele contou que o patrão permitia que ele morasse lá, junto com o Sr. Simões, fazendo companhia um ao outro.
Além disso, considerando todo o cuidado que o Sr. Simões tinha demonstrado com eles, ela não achava certo simplesmente 'separá-los'.
Luciano queria, sim, estar todos os dias ao lado dela, mas ainda havia coisas que precisava fazer, e que ela não poderia saber.
"Então, quando eu tiver uma folga, volto pra cá."
"Aqui está a chave." Katarina entregou outro chaveiro a ele. "Quando tiver tempo, volte."
"Tá bom." Luciano aceitou a chave, muito feliz.
"Vou preparar o jantar." Katarina, após deixar as coisas de lado, seguiu direto para a cozinha.
Luciano a impediu: "Mana, você acabou de chegar, descansa um pouco."
Enquanto falava, ele a abraçou suavemente por trás.
O corpo de Katarina estremeceu por um instante, mas logo afastou a mão dele: "Luciano, você já está crescido, não pode mais agir assim, tão manhoso."
Mesmo sendo irmãos, deveriam ter um pouco mais de cuidado.
"Ela conseguiu fugir."
Ao ouvir, Luciano teve seu bom humor destruído no mesmo instante: "Sr. Simões, quando foi que você começou a cometer esse tipo de erro?"
Emerson apressou-se em admitir a culpa: "Desculpe, senhorzinho, falhei na tarefa."
"Encontre-a." Luciano ordenou em tom ríspido.
"Estamos procurando, mas já faz dias e ainda não conseguimos."
"Então continuem procurando, até encontrá-la." Luciano falou com a voz baixa e um frio ameaçador.
"Sim." Emerson não ousou discordar.
"A mulher que recomendei, ela foi para o Grupo Harmonia?" Luciano perguntou com frieza.
Emerson hesitou por um momento e perguntou: "Está falando da Estela?"

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