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Quando Perder a Luz romance Capítulo 269

Katarina não tinha visto quem estava ligando, então olhou rapidamente para o celular: era mesmo o sogro, Abel.

"Pai." Ela despertou imediatamente.

Abel falou num tom de desculpas: "Tão cedo assim, te incomodei?"

"Estou no saguão do ambulatório do hospital, você pode vir aqui um minuto?"

Katarina respondeu sem hesitar: "Claro, vou agora mesmo."

Ao colocar o celular de lado, viu que Luciano ainda dormia na cama ao lado, sem ter acordado.

Levantou-se com cuidado, foi até a cama dele e cobriu-o com o cobertor que ele havia chutado. Em seguida, saiu do quarto.

Abel estava sentado em uma das cadeiras do saguão. Apesar de já ter passado dos sessenta anos, sua postura e aparência não perdiam em nada para os mais jovens.

"Pai." Katarina caminhou até ele.

Se não fosse pela ligação, talvez, ao encontrá-lo ali por acaso, pensasse que ele estivesse passando mal e viesse ao hospital por isso.

Mas claramente não era o caso.

Ele sabia que ela estava ali e foi procurá-la de propósito.

"Sente-se." Abel fez um gesto para que ela se sentasse ao seu lado.

Katarina percebeu que ele provavelmente queria conversar e sentou-se.

"Teu irmão está bem?" Abel perguntou com uma gentileza inesperada na voz.

Katarina respondeu: "O médico disse que não é nada grave."

"Que bom." Abel assentiu, aliviado.

Katarina estava prestes a perguntar o motivo da visita, mas ele continuou: "O que aconteceu recentemente te fez passar por maus bocados."

Ao ouvir isso, Katarina instintivamente pensou que ele soubesse do que tinha acontecido em casa, na Vila Natural.

"Pai, o senhor... já sabe?" Katarina sabia que as atitudes de Helena não tinham relação com ele; qualquer membro da Família Jardim poderia agir daquele modo, menos Abel.

Ela não pretendia contar-lhe sobre isso, então ficou surpresa por ele ter descoberto.

Abel continuou, agora com um tom de culpa: "Foi a nossa Família Jardim que ficou devendo a você."

"O que Helena fez, eu também já soube. Vou pessoalmente pedir desculpas aos seus pais."

"Não precisa." Katarina recusou de imediato.

Não era por cortesia, mas porque realmente não queria que ele fosse.

"Pai, por favor, não vá." Pediu-lhe com sinceridade.

Abel pareceu entender o embaraço dela e disse: "Então mando alguém lá. Mas tudo que foi quebrado precisa ser pago."

"Renan já pagou." Katarina mentiu.

Os quinhentos mil dela, mais os quinhentos mil que Renan deu, totalizavam um milhão — era suficiente.

Abel não insistiu no assunto e perguntou: "E agora, o que você pensa em fazer?"

Katarina pensou um pouco e respondeu: "Ainda não sei."

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