"Isso não pode, de jeito nenhum vou deixar você se machucar na minha frente." Luciano falou sem disfarçar: "Se você se machucar, para mim será pior que morrer."
"Não diga coisas de mau agouro." Katarina tentou tapar a boca dele.
Tinham acabado de sair do perigo, e já vinha falar de morte, era mesmo muito azarado.
"Mana, posso te abraçar?" Luciano olhou para ela como um filhote de cachorro, com um olhar suplicante e triste.
Katarina sorriu, sem conseguir resistir a ele, e o abraçou suavemente.
Javier recebeu o exame de sangue que a enfermeira trouxe, com o nome de Katarina no topo do relatório.
Após analisar com atenção, ele percebeu um problema.
Imediatamente ligou para Renan: "O exame de sangue da sua esposa ficou pronto."
"E então?" Renan perguntou com seriedade.
Javier, segurando o relatório, foi dizendo enquanto lia: "Não tem nenhum grande problema, só um pouco de anemia, mas nada sério."
"Só que..."
"O que é?" Renan não queria ouvir rodeios, especialmente quando se tratava de questões de saúde.
Javier então perguntou de forma direta: "Ela andou tomando algum remédio recentemente?"
Ao ouvir isso, Renan franziu o cenho. "O que você quer dizer?"
Javier explicou com seriedade: "No sangue dela há um componente medicamentoso que não é comum nos remédios normais."
"Que componente?" Renan perguntou imediatamente.
Javier, com base em seu conhecimento, respondeu: "Esse componente normalmente é usado para tratar doenças do sistema nervoso."
"Seja mais específico." Renan achou que ele ainda estava sendo vago.
Javier respondeu, um pouco incomodado: "No sangue dela só restou uma pequena quantidade, o resto já foi eliminado pelo corpo, então não dá para determinar exatamente qual é."
Javier guardou o exame na gaveta. Ao olhar para aquele componente, de repente se lembrou de ter visto Katarina pingando colírio quando a encontrou hoje do lado de fora do banheiro.
Ele lembrava que havia alguns colírios que continham aquele componente?
Mas esses colírios eram usados apenas para tratar nervos oculares, e geralmente em casos de dano grave ao nervo?
Não, não podia ser. Devia ser só imaginação dele.
Helena Jardim, usando uma máscara, apertou a campainha do apartamento de Jeferson Branco.
Ela estava preocupada que Renan realmente a colocasse para trabalhar na empresa dele, então queria garantir que entraria primeiro na NOVAMODA.
Não conseguindo encontrar Gustavo Branco, só restava procurar Jeferson.
"Helena?" Jeferson ficou tão animado quanto feliz ao vê-la.
Ele já tinha ouvido dizer que ela estava de volta, mas não tinha conseguido contato. Não esperava que ela mesma viesse procurá-lo.

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