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Quando Perder a Luz romance Capítulo 251

"Katarina, você realmente trabalhou como diretora financeira na MIC?" Estela perguntou, cheia de curiosidade.

Katarina respondeu com indiferença: "Isso já faz parte do passado."

Além dela, só as pessoas da sua família e Alice sabiam disso. Não tinha mais ninguém ciente.

Mas todo mundo na vila conhecia bem o jeito da família dela. Se ela realmente tivesse um cargo alto na MIC, aqueles dois da casa com certeza iam sair contando pra todo mundo com um megafone, com medo de que alguém não ficasse sabendo.

Só que desta vez, realmente estavam tão discretos que era difícil acreditar.

"Foi só um emprego," Katarina falou de propósito, como se não desse importância.

Estela insistiu: "Mas não era um emprego qualquer."

"Quando me formei na faculdade também quis trabalhar na MIC, mas nem cheguei perto de conseguir uma vaga lá."

"Katarina, por que você saiu de lá? Estava tudo tão certo pra você..." Ela realmente não conseguia entender.

Para uma pessoa comum, entrar na MIC já é como ganhar na loteria. Nunca ouviu falar de alguém que quisesse sair de lá depois de entrar, a não ser que tivesse sido demitido, ou fosse alguém muito competente que foi chamado por um salário ainda mais alto em outro lugar.

Katarina explicou de forma simples: "Era cansativo demais, eu queria descansar um pouco."

Estela ficou um pouco desconfiada, sem saber se Katarina tinha sido demitida ou se havia outro motivo por trás.

Naquele dia, o gerente Paiva dissera que ela tinha pedido demissão por vontade própria, mas Estela não sabia se aquilo era verdade.

Depois de um breve silêncio, Estela voltou a perguntar, meio que sondando: "Katarina, mesmo você tendo saído da MIC, imagino que ainda tenha contatos lá, não é?"

Katarina abaixou levemente o olhar, como se já soubesse o que Estela queria dizer.

Como esperado, Estela continuou: "Antes, eu trabalhava como recepcionista em uma empresinha. Minha mãe dizia que esse emprego não era digno e mandou eu sair."

Ao ouvir isso, Estela ficou um pouco insatisfeita: "Katarina, eu sei que você tem razão, mas eu também sou formada numa universidade reconhecida. Trabalhar só como recepcionista me deixa frustrada."

Sem falar que, hoje em dia, tem universitário demais por aí.

Até quem tem mestrado e doutorado está por aí aos montes, mas o mercado está tão difícil que, se você não tem um talento fora do comum, é quase impossível se destacar.

A maioria das pessoas leva uma vida simples, sem grandes diferenciais.

Katarina sabia que já tinha sido abençoada pela sorte, mas a sorte de uma pessoa tem limites e um dia se esgota.

"Cuide do que está ao seu alcance agora, depois vá procurando as oportunidades," Katarina tentou consolar.

Obviamente, não era a resposta que Estela queria, mas ela não tinha como insistir mais. "Tá bom," respondeu.

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