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Quando o Coração se Encontra romance Capítulo 49

Evelina saiu do banheiro e, ao virar o corredor, encontrou Nivaldo entrando pela varanda.

Ao vê-lo com o celular na mão, compreendeu imediatamente o que ele estava fazendo e não fez perguntas. Apenas pegou o secador de cabelo para secar os cabelos.

Ligou o secador na tomada, apertou o botão, mas nada aconteceu. O aparelho não respondeu.

Ela franziu a testa e, no instante seguinte, o secador foi retirado de suas mãos.

"Deixe-me ver", disse Nivaldo.

Ele tentou ligar o aparelho, mas continuou sem funcionar. Colocou o secador defeituoso sobre o sofá ao lado e explicou para Evelina: "Acho que quebrou. Vou buscar um novo no quarto de hóspedes."

Assim que terminou de falar, virou-se e saiu do cômodo.

Quando voltou, trazia um secador branco nas mãos.

Aproximou-se de Evelina e, ao invés de entregar-lhe o aparelho, conectou-o à tomada ele mesmo.

Vendo a gentileza dele ao preparar tudo, Evelina levantou a mão para pegar o secador, mas Nivaldo ergueu o aparelho, afastando-o do alcance dela.

Evelina virou o rosto, confusa, seus olhos claros cheios de dúvida e surpresa.

Nivaldo disse: "Sente-se direito. Vou secar para você."

Evelina demonstrou mais surpresa ainda. "Eu posso fazer isso sozinha."

Nivaldo respondeu com voz firme: "Deixe comigo."

"Ah, está bem."

Somente quando o zumbido constante do secador passou a soar em seus ouvidos, Evelina foi capaz de sair do estado de leve torpor em que se encontrava.

Através do espelho, observava a mão esquerda de Nivaldo atravessando delicadamente seus cabelos, enquanto a direita movimentava o secador de forma rítmica.

Ele mantinha o olhar baixo, o rosto completamente inexpressivo.

Se fosse em outro momento, Evelina certamente teria achado Nivaldo um homem frio e difícil de lidar.

Ela sabia que estava distraída.

Mas Nivaldo não sabia disso e, para ele, poderia parecer que ela estava admirando seu rosto com fascínio.

Embora, de fato, ele tivesse todos os atributos para causar esse tipo de reação.

Além disso, agora eram marido e mulher, legítimos e com toda a documentação oficial; ninguém teria nada a dizer, mesmo se ela quisesse tocá-lo.

Ainda assim, Evelina achava que seria um pouco constrangedor se Nivaldo a flagrasse olhando assim.

Soltou um leve suspiro e, para evitar qualquer mal-entendido, desviou o olhar, parando de fitá-lo.

O tempo foi passando lentamente, e o único som no quarto era o zumbido do secador.

Nivaldo olhou para o espelho, observando o semblante de Evelina, com as sobrancelhas suavemente franzidas e os olhos abaixados.

Ela era realmente muito bonita; a pele era clara e sem imperfeições, as sobrancelhas delicadamente arqueadas, emoldurando olhos brilhantes e límpidos como estrelas, o nariz pequeno e bem desenhado, os lábios naturalmente avermelhados. Mesmo sem maquiagem, seu rosto era de uma beleza que prendia o olhar de qualquer um.

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