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Quando o Coração se Encontra romance Capítulo 48

Ainda não deixou de advertir: “De jeito nenhum conte para o meu irmão que fui eu quem lhe disse isso.”

Assim que terminou, saiu apressadamente, quase voando.

Nos olhos de Lorena, as emoções se agitaram. Ela pegou o celular, mas, em vez de ligar para Nivaldo, procurou o número de Wilson e fez a ligação.

Pouco depois, do outro lado, atenderam: “Senhora?”

Lorena foi direta ao ponto e perguntou: “Nivaldo já registrou o casamento?”

Wilson não negou: “Sim, senhora.”

Na época, Nivaldo havia lhe contado com tanta naturalidade, demonstrando que não tinha intenção de esconder da família Monteiro.

Além disso, ele já mencionara antes; apenas Lorena e os outros não acreditaram.

Agora, ao receber o telefonema dela, provavelmente já sabia quase tudo.

Ao obter a resposta que queria, o coração de Lorena finalmente se acalmou. Ela desligou o telefone, sem saber se deveria sentir-se irritada ou feliz.

Irritada porque seu próprio filho chegou a registrar o casamento sem sequer lhe dar uma palavra.

Feliz porque achava que Nivaldo passaria a vida apenas trabalhando, sem nunca se casar.

Nunca imaginou que esse “pau de ferro” acabaria por florescer um dia; realmente, era raro.

E nem sabia que tipo de moça era.

Sob a luz morna e branca do abajur, em seus belos olhos surgiu uma intensa curiosidade. Refletindo por um momento, fez mais uma ligação.

Ao mesmo tempo, o celular de Nivaldo começou a tocar.

Ouvindo o som do chuveiro vindo do banheiro, ele olhou para a tela, onde o número piscava.

Levantou-se, levou o celular para a varanda e só então atendeu.

“Casou-se sem dizer nada, Nivaldo, você realmente me surpreende.” O sentimento que Lorena reprimiu o dia inteiro finalmente foi liberado ao falar com Nivaldo.

Nivaldo não se surpreendeu, mantendo o tom habitual: “Daqui alguns dias vou trazê-la para casa.”

“Ela não tem família.”

Lorena ficou surpresa, não esperava por essa situação.

Por isso, ele conseguiu registrar o casamento com a moça de maneira tão discreta.

Recobrando-se, sua voz suavizou: “Então traga-a para casa. Depois de casar, se não apresentar a moça para a família, você não teme que ela pense besteira?”

Nivaldo apertou as têmporas: “Ela está um pouco ocupada esses dias; em breve encontrarei um tempo.”

“Desde que você saiba o que está fazendo, só não faça a moça sofrer.” Lorena não insistiu mais. “Veja quando for conveniente, me avise para que eu possa avisar sua avó e seu pai com antecedência.”

Encerrando, desligou o telefone. No entanto, o nome Evelina permaneceu gravado em sua mente.

Ao lembrar da foto no celular de Thiago, a curiosidade pulsou ainda mais forte em seu peito.

Se não soubesse, tudo bem; agora, sabendo que tem uma nora, mas sem poder conhecê-la, sentia-se inquieta.

O que fazer? Queria muito conhecê-la.

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