Ao dizer isso, tentou se levantar.
Evelina a segurou pelo braço. “Vocês podem beber, eu não preciso.”
Alice soltou um “ah”, achando que ela havia entendido errado, e se apressou em explicar: “Uma taça para cada uma, eu já comprei para todas.”
Evelina percebeu o equívoco, suspirou levemente e explicou em voz baixa: “Estou grávida, não é conveniente para mim beber.”
Alice assentiu, compreendendo. Grávida, entendi.
Realmente, não era apropriado beber.
Espera!
Grávida!
Os olhos de Alice ficaram do tamanho de bolas de gude, encarando Evelina com incredulidade. Por um longo momento, só então conseguiu emitir algum som: “Evelina, você... você está grávida?”
O olhar dela caiu sobre o abdômen de Evelina.
Estava completamente plano, sem nenhuma diferença de antes.
Evelina confirmou com um aceno de cabeça. “Já faz um pouco mais de um mês.”
Alice continuou assentindo de forma atônita, como se sua alma estivesse prestes a deixar o corpo.
Em tão pouco tempo, ela já tinha se surpreendido várias vezes — casamento, gravidez...
Cada novidade era mais impactante que a anterior, deixando-a quase entorpecida.
Quando finalmente recuperou os sentidos, a preocupação se estampou em seu rosto e seu tom ficou apreensivo: “Por que você não me contou antes? Esses dias você ainda estava se esforçando tanto com as coisas do estúdio, e eu nem sabia.”
“É só uma gravidez, não estou incapaz de fazer as coisas.” Vendo a aflição de Alice, Evelina sorriu e a tranquilizou com doçura: “Fique tranquila, eu conheço meu próprio corpo. Se algo estivesse errado, eu já teria fechado o estúdio. O bebê está comigo, eu me preocupo mais com ele do que você.”
Alice assentiu.
Ela reconhecia que fazia sentido, mas isso não impedia a preocupação.
“Então, se precisar de algo, me chame. Você só precisa tirar fotos, o resto deixa comigo.”
Os outros tinham suas próprias vidas, não estavam errados em suas escolhas, mas Evelina se sentiu tocada pelo gesto de Alice.
Ela ergueu os olhos, afastando as lágrimas que ameaçavam subir, e disse com sinceridade: “Obrigada, Alice.”
Alice fez um gesto com a mão. “Não precisa agradecer. Ainda temos clientes chegando à tarde, precisamos trabalhar. Evelina, descanse um pouco, não vou te incomodar.”
“Está bem.” Evelina assentiu.
Sem mais interromper, Alice rapidamente se virou e abriu a porta.
Quando a porta estava quase fechando, ela ainda se debruçou sobre a maçaneta e esticou o pescoço para dentro: “Se precisar de qualquer coisa, me ligue.”
Evelina respondeu: “Está bem.”
A porta foi fechada, e Evelina acariciou a barriga, um leve sorriso se desenhou em seus lábios.
Por sorte, tudo estava caminhando para um rumo melhor.

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