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Quando o Coração se Encontra romance Capítulo 31

Ele a enganou por tanto tempo, chegando até a ponto de entregá-la para outro homem.

Que motivo teria para sentir-se tão miserável? Talvez estivesse apenas tentando enganá-la novamente, quem sabe com outros objetivos.

Evelina se desvencilhou do aperto dele, seus lábios vermelhos se entreabriram. “Sim.”

Ela levantou o rosto, encarando-o nos olhos. Não havia qualquer calor em seu olhar; suas palavras feriram mais do que o vento cortante do inverno. “Não quero te ver. Achei que anteontem já havia deixado isso claro. Se não entendeu, posso repetir.

“Você me causa repulsa, não quero mais te ver, nem por um segundo.

“O que aconteceu antes, não quero mais saber. Não vou atrás de você. Por favor, não apareça mais na minha frente.”

Marco sentiu um gosto metálico na garganta, e pela primeira vez, não teve coragem de encará-la.

Aqueles olhos límpidos, que antes estavam cheios de carinho por ele, de ternura, de cuidado, de amor…

Agora, tudo isso desaparecera completamente.

No lugar, restava apenas um frio infinito, desprezo e ironia…

Desnorteado, desviou o olhar, sentindo uma amargura insuportável.

Ele mesmo buscou esse sofrimento.

“Mas eu quero te ver. Quero te ver a todo momento, o tempo todo.”

Murmurou em voz baixa, e a última frase foi tão suave que Evelina nem ouviu; suas palavras se perderam no vento.

Ele não esperava que Evelina escutasse.

Quando, no futuro, tivesse resolvido todos os problemas e finalmente tivesse condições, diria tudo isso novamente, de forma solene.

Recobrando a compostura, Marco olhou para ela e perguntou: “Por que não atendeu minhas ligações?”

Evelina revirou os olhos, com impaciência. “Por que eu deveria atender?”

O coração já ferido de Marco recebeu mais um golpe.

Engoliu em seco e insistiu: “Onde você esteve ontem?”

Sorrindo, disse: “Não precisa. Evelina pode ir aonde quiser, só cuide da sua segurança.”

O semblante de Evelina permaneceu frio e inalterado; seus olhos estavam duros e distantes. Marco olhou para o relógio e, antes que ela dissesse qualquer coisa, falou primeiro: “Já vou indo. Quando voltar, tome cuidado, Evelina.”

“……”

Que estranho.

Como prometido, Marco não insistiu mais, e em poucos passos entrou no hotel ali perto.

Curiosamente, até de costas parecia estar de bom humor.

Evelina franziu as sobrancelhas, sem entender o que significavam todas aquelas perguntas dele naquele dia.

Depois de um tempo, abaixou a cabeça e tocou a barriga, sentindo-se finalmente mais tranquila.

O que ela não sabia era que, onde seus olhos não alcançavam, uma mulher torceu os lábios com desprezo, fitando friamente uma foto no celular onde ela e Marco apareciam frente a frente.

Abriu o WhatsApp, localizou Carolina e enviou a mensagem.

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