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Quando o Coração se Encontra romance Capítulo 14

Ele falou tanto para receber apenas um “hum”?

Bem, se fosse o Nivaldo, então não havia problema algum.

“Sr. Monteiro, o senhor tem mais alguma dúvida?”

A mão de Nivaldo, que batia na mesa, parou, e um brilho sombrio passou por seus olhos. “Há mais uma coisa que preciso que você faça...”

……

Quarto.

Evelina olhou para o ambiente desconhecido à sua frente, sentindo a mente vazia. Só após alguns instantes conseguiu recobrar a consciência.

Já estava casada e havia se mudado para a casa de Nivaldo.

Sentada na cama, Evelina esfregou as têmporas.

No entanto... lembrava-se de estar sentada no sofá, não?

Por que, ao abrir os olhos, encontrava-se deitada na cama?

O rosto de Nivaldo passou vagamente por sua mente, e ela ainda parecia ouvir aquela voz sedutora em seu ouvido. A mão de Evelina hesitou levemente.

Parece que não era um sonho.

Virou-se e olhou pela janela para o céu.

O sol poente tingia o céu do oeste com um tom suave de rosa.

Tinha dormido tanto tempo assim?

Que estranho. Sempre fora sensível a ambientes novos e ainda se lembrava de, ao se mudar para o novo apartamento, ter passado dois dias dormindo mal, acordando a cada cochilo.

Mas, em um ambiente tão desconhecido, dormira de forma tão tranquila.

Evelina suspirou. Parecia que realmente estava muito cansada ultimamente.

Desceu as escadas e encontrou a casa em absoluto silêncio.

Nivaldo estava recostado no sofá, com um notebook à sua frente, o semblante sério e concentrado, os dedos digitando rapidamente no teclado, demonstrando estar bastante ocupado.

Evelina suavizou os passos, mas Nivaldo já havia notado sua presença.

Ele fechou o computador e levantou-se para lhe servir um copo d’água.

“Obrigada.”

Evelina tomou um gole suave da água, sentindo uma leve ondulação em seu coração.

Evelina comeu com conforto, até repetindo um pouco do arroz.

Após arrumarem tudo, Nivaldo sugeriu que saíssem para caminhar.

Evelina, sentindo-se um pouco cheia, não se opôs e assentiu, acompanhando-o.

Os dois caminharam em silêncio. Evelina mantinha a cabeça baixa, seguindo-o com passos curtos, de vez em quando levantando os olhos para observar a paisagem ao redor.

Talvez porque o silêncio fosse excessivo, Evelina buscou um assunto e perguntou: “Sr. Monteiro, hoje o senhor foi ao hospital visitar quem?”

Nivaldo lançou-lhe um olhar surpreso, como se não esperasse que ela falasse.

“Minha avó”, respondeu ele com voz calma.

Evelina ficou atônita.

Se não soubesse, tudo bem, mas agora que perguntara, considerando que já estavam casados legalmente, não demonstrar preocupação pareceria inadequado.

Ela mordeu os lábios, hesitou um pouco e disse: “Deveria visitá-la?”

“Não precisa.” Nivaldo respondeu sem hesitar.

Evelina assentiu suavemente, dizendo em voz baixa: “Está bem.”

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