Mesmo que fosse a última vez, nesta noite, ela jamais permitiria que ele ficasse na casa de Vânia Barbosa.
Os olhares se cruzaram, faíscas invisíveis voaram.
Momentos depois, Sérgio Baptista cedeu.
O motivo era simples.
Ele não poderia passar a noite inteira ali, discutindo com ela.
Muito menos poderia permitir qualquer imprevisto na cirurgia do fim de semana.
Ele levou Vânia Barbosa para o quarto e a colocou na cama.
Cobriu-a com o edredom e não se demorou.
Virou-se e saiu do quarto.
Larissa Rocha estava sentada no sofá.
Ela segurava o controle remoto e ligou a televisão.
Ao ouvir os passos, ela disse sem olhar para trás:
— Você pode ir. Garanto que ela ficará bem esta noite. Ficarei vigiando cada passo, o diretor Baptista pode ficar tranquilo.
Sérgio Baptista permaneceu com o rosto fechado.
Após conter sua raiva várias vezes, ele finalmente partiu.
Assim que a porta da frente se fechou, Vânia Barbosa saiu do quarto.
Ela parecia completamente lúcida.
Estava bêbada, sim, mas não a ponto de perder a consciência.
Larissa Rocha olhou para trás.
Ela não estava nem um pouco surpresa.
Até esboçou um sorriso e deu batidinhas no lugar ao seu lado.
— Venha, sente-se.
Vânia Barbosa parou diante dela com o rosto frio.
— Larissa Rocha, você acha que isso tem graça?
Tem graça?
Eles realmente tinham uma sintonia incrível.
Na mesma noite, ambos lhe fizeram a mesma pergunta.
Larissa Rocha tocou o lóbulo da orelha habitualmente e disse com indiferença:
— A princípio, achei que não tinha graça. Mas ver você tão desesperada a ponto de fingir embriaguez, de repente, tornou tudo interessante.
Vânia Barbosa cerrou os punhos, tremendo de raiva.
— Larissa Rocha, você é realmente perversa.
Perversa?
— Estamos quites, eu acho. Mas... — Larissa Rocha sorriu, olhando para ela com interesse. — Se eu não fosse perversa, como poderia separar vocês dois, pombinhos apaixonados, e tomar o seu lugar?
— Você...



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