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Quando Ele Arrependeu, Eu Já Era Outra romance Capítulo 33

— Não me importa por qual influência você conseguiu entrar na FY. Mas, se ousar me trair, eu faço você pagar o preço.

As palavras de Miguel eram duras, quase cruéis, mas ele estendeu o buquê em direção a Sofia.

— Já que você não gosta de rosas cor de rosa, desta vez eu comprei vermelhas... E outra, você não precisa ficar se comparando com a Isabela o tempo todo. Ela entrou na FY porque é competente. É normal você não estar no mesmo nível. E eu também não preciso de uma esposa excepcional demais.

Sofia não pegou as flores.

Miguel empurrou o buquê contra o peito dela e, no mesmo movimento, passou o braço pelos ombros dela, tentando conduzir ela para o interior da suíte.

O gesto fez o corpo de Sofia enrijecer.

Ela rapidamente devolveu as flores e virou para sair.

Miguel, naturalmente, não deu essa chance.

Pressionou Sofia contra a parede e inclinou o corpo para beijar ela.

Sofia reagiu com violência, debatendo o corpo com força.

Na memória de Miguel, Sofia nunca tinha resistido daquele jeito.

— Miguel, eu já pedi o divórcio. Você não pode fazer isso comigo!

Ouvir de novo a palavra divórcio saindo da boca dela fez a irritação subir.

— Quando esse joguinho passa do limite, perde a graça. Eu não vou me divorciar. Satisfazer minhas necessidades é sua obrigação como esposa.

Não era a primeira vez que ele dizia aquilo.

Ser dona de casa era obrigação dela. Servir de válvula de escape para ele também era obrigação.

Sofia ainda lembrava da noite em que perdeu o bebê.

Miguel também usou a palavra obrigação para forçar ela.

E depois, o filho dela se foi.

Um estalo seco ecoou pelo ambiente.

A suíte presidencial mergulhou em silêncio pesado.

Miguel sequer percebeu o momento em que recebeu o tapa.

Apenas sentiu a ardência se espalhar lentamente por um lado do rosto.

Ele olhou para Sofia, chocado.

Os olhos dela estavam vermelhos. A pele clara, agora ruborizada pela raiva, se erguia firme diante dele.

Ele perguntou com naturalidade, como se soubesse perfeitamente a rotina noturna dela.

Para Sofia, aquela pergunta soou carregada de insinuação.

Miguel ainda trocou mais algumas palavras com Isabela, mas Sofia já não conseguia prestar atenção.

— Vou passar aí agora.

Depois de desligar, Miguel saiu como se Sofia nem estivesse ali.

Na suíte presidencial ficaram apenas Sofia, com a roupa desalinhada, e as rosas esmagadas espalhadas pelo chão.

Ela se agachou e abraçou os próprios joelhos com força.

A dor no peito era tão intensa que ela mal conseguia respirar.

As mãos tremiam.

O celular caído no chão vibrava.

— O que foi?

Ela pegou o aparelho, tentando manter a voz firme.

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