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Quando Ele Arrependeu, Eu Já Era Outra romance Capítulo 32

Ao ver Miguel, Sofia se sobressaltou.

A presença dele era esmagadora.

Bastava ficar ali parado para que Laura e Gustavo se calassem na mesma hora.

Pelo jeito dele, não parecia que tinha encontrado Sofia ali por acaso, no meio de algum compromisso. Parecia que tinha ido até lá especificamente para procurar ela.

Miguel não dizia nada. Apenas encarava Sofia fixamente. O olhar dele era como agulhas, perfurando o coração dela.

— Você mandou alguém me investigar?

Ele falou por fim, com a voz fria, impossível de decifrar.

Sem esperar que Sofia confirmasse ou negasse, segurou o braço dela e puxou ela da cadeira.

Laura e Gustavo, é claro, não podiam simplesmente ficar assistindo enquanto Miguel levava Sofia embora.

— Quando eu converso a sós com a minha esposa, não gosto de ter estranhos por perto.

Miguel rebateu de forma tão direta que os dois ficaram sem reação.

Logo já não conseguiam acompanhar o ritmo dele e de Sofia, que iam à frente.

Sofia foi arrastada por ele até o elevador.

A força da mão de Miguel era grande demais. Ela não conseguiu se soltar.

Mesmo depois que entraram no elevador, ele continuou segurando o braço dela com firmeza.

Sofia viu quando ele apertou o botão do 77º andar.

Sabia que ali funcionava o hotel.

Não perguntou o que ele pretendia fazer.

Tinha certeza de que ele não responderia. Perguntar seria inútil.

Levaram alguns instantes até chegar ao 77º andar.

Miguel passou o cartão, abriu a porta e empurrou Sofia para dentro de uma suíte.

O quarto era absurdamente amplo. Provavelmente a suíte presidencial mais cara de todo o hotel.

Sofia não conseguiu evitar um espirro.

Logo ouviu a voz de Miguel ao lado:

— A FY tem exigências altíssimas para os funcionários. Como você conseguiu entrar?

Sofia virou levemente o rosto, evitando o olhar afiado dele:

— Fiz o processo seletivo como qualquer outra pessoa.

Miguel não cometia erro algum. Se havia alguém a culpar, era apenas ela mesma, por ter sido cega de amor.

As unhas cravaram na própria palma até deixar a pele vermelha, mas nem assim a dor no peito diminuía.

Ao ver os olhos dela marejados e o corpo magro tremendo levemente, Miguel soltou um suspiro.

— Eu não vim aqui para brigar com você hoje...

O olhar dele desceu até o braço de Sofia.

A pele dela era muito branca, e as marcas avermelhadas dos dedos dele se destacavam de forma dolorosamente evidente.

Ele franziu a testa, só então percebendo que realmente tinha apertado com força demais.

Sem dizer nada, entrou mais para dentro da suíte.

Quando voltou, trazia nos braços um enorme buquê de rosas vermelhas vibrantes.

Sofia finalmente entendeu por que tinha espirrado assim que entrou ali.

— Já que você mandou me investigar, então deve saber que eu não te traí...

Miguel, segurando o buquê, parecia a própria imagem do romantismo.

Mas no rosto bonito, a expressão era séria demais, quase severa.

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