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Quando Ele Arrependeu, Eu Já Era Outra romance Capítulo 17

Do lado de fora do restaurante, depois de caminhar um bom trecho sendo puxada pela mão de Gustavo, Sofia finalmente conseguiu se soltar.

— O que foi? — Sofia achou Gustavo um pouco estranho.

Gustavo colocou as mãos na cintura, com uma expressão de impotência.

— Você é alérgica a pólen, não é?

Sofia se surpreendeu:

— Como você sabe?

— Desde que apareceu aquele buquê de rosas, você não parou de espirrar. Qualquer um percebe.

Sofia riu sem graça.

Ela se sentiu tocada pela atenção e pela delicadeza de Gustavo, mas, ao mesmo tempo, tomada por uma sensação amarga ao lembrar o quanto fora cega no passado.

Gustavo dissera que qualquer um perceberia a alergia dela ao pólen.

Mas, desde a época em que começou a namorar Miguel até o casamento, mais de três anos, Miguel nunca soube disso.

Pelo contrário, a cada encontro, ele sempre lhe dava rosas cor de rosa.

Porque Isabela gostava.

Ele se acostumara a dar flores para ela.

Em pleno calor, Sofia sentiu um arrepio percorrer o corpo.

Miguel não ignorava.

Ele simplesmente não amava.

E quem fora realmente tola sempre fora ela.

Ao ver o rosto de Sofia ficar extremamente pálido, como se estivesse prestes a chorar, Gustavo ficou sem saber o que fazer.

— Sua alergia é tão forte assim? Ainda está passando mal?

Sofia voltou a si e balançou a cabeça:

— Não, já passou...

Mesmo que houvesse algo doendo, não era o nariz.

Gustavo e Sofia caminharam à sombra das árvores.

— Então o que passa na cabeça dele? Não se divorcia de você, mas vive grudado na Isabela? Esse cara é um doente, um lixo. — Disse Gustavo, indignado em nome de Sofia.

Sofia também não entendia o que se passava na mente de Miguel.

Ela sempre acreditara que o conhecia muito bem, mas, depois da planilha, depois da volta de Isabela, depois da gravidez e do aborto, percebeu que nunca o havia conhecido de verdade.

— Não sei... Só sei que agora eu só quero me divorciar. Desde que eu consiga me separar.

Vendo o quanto Sofia estava aflita, Gustavo pegou o celular e entrou em contato com alguém com quem não falava havia anos.

— Espera um pouco, vou te ajudar a perguntar.

Sofia inclinou a cabeça, confusa, observando Gustavo mexer no celular.

Depois de um tempo, ele abriu um sorriso largo.

— Deu certo. Amanhã espera minha mensagem. Tenho um conhecido no tribunal. Já marquei de conversar com ele amanhã. Pelo seu caso, não deve ser difícil resolver.

— Muito obrigada, mas...

Sofia ficou sinceramente grata pela boa vontade de Gustavo, embora ainda tivesse suas próprias preocupações.

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