Na manhã seguinte, ao acordar, Diana Batista recebeu uma mensagem de Ana Rocha dizendo para ela tirar uma semana de folga e descansar bem.
Ramon Domingos não estava mais em casa, a casa estava vazia, e a babá ainda estava ocupada na cozinha.
— Ah, Srta. Batista, você acordou. Venha comer o café da manhã. O senhor pediu especificamente para preparar um mingau de batata-doce para você.
A babá sorriu enquanto trazia o café da manhã.
Diana Batista pausou. Era de novo essa ilusão... Essa ilusão de que Ramon Domingos se lembraria especialmente de suas preferências.
Mas a tia também não sabia que ela gostava de mingau de batata-doce.
Ela gostava de mingau de batata-doce porque sua família era pobre quando era pequena, e a comida mais doce que podia comer na favela era batata-doce. Mingau de batata-doce já quase tinha virado uma obsessão das lembranças de sua infância.
Dando uma colherada no mingau, era muito doce, e os olhos de Diana Batista ficaram levemente vermelhos. — Tia, foi mesmo o Ramon Domingos que te disse que eu amo mingau de batata-doce?
A babá pausou e sorriu apressada para responder. — Não seria mentira. O senhor pediu especificamente antes de sair, disse que você gosta de mingau de batata-doce. Disse que o corpo não pode comer coisas apimentadas que causem inflamação, mas que você gosta de comer um pouquinho de pimenta, não aguenta, mas gosta, então mandou eu colocar um pouquinho de pimenta como tempero quando fizesse os vegetais refogados. Disse que seu pé ainda está se recuperando e não pode comer muito apimentado, não é bom para a cicatrização.
A babá falava e sorria; era óbvio que ela nunca tinha visto Ramon Domingos se importar tanto com alguém.
Diana Batista ficou atônita, e só muito tempo depois falou. — Ele falaria tantas palavras? Não parece...
Ramon Domingos não parecia o tipo de pessoa que falaria tanto. Normalmente, ele economizava palavras como se fossem ouro, e as falas com ela nunca passavam de dez palavras. A maioria era apenas "uh", "hum"...
— Ah, Srta. Batista, o senhor é diferente com você. — A babá riu e foi para a cozinha.
Diana Batista suspirou sem jeito. De fato era diferente; Ramon Domingos a odiava muito.
Mas não havia jeito, ele ainda precisava mantê-la por perto por gratidão ao avô.
Comendo o mingau, o peito de Diana Batista ficou ainda mais apertado. A esta hora, Ramon Domingos já devia ter ido procurar Sophia, não é? Ele não via a hora de sair cedo para procurar sua amiga de infância...
E não sabia se Maria Martins gostava do tipo do Ramon Domingos.
Com certeza gostava, né? Poucas pessoas não gostavam do Ramon Domingos, até uma mulher venenosa como Luana Viana gostava dele.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Quando a Lealdade Não Basta, É Hora de Partir
Será que esse Livro irá continuar?...