Luana Viana semicerrara os olhos. Sua tarefa mais urgente, agora, era semear a discórdia.
Precisava abalar a relação entre Ana Rocha e Ramon Domingos.
— Essa questão está nas suas mãos. Se Ramon Domingos realmente se juntar a nós de coração, ele certamente será recompensado.
Luana Viana sentiu-se radiante, apressando-se em responder:
— Pode ficar tranquilo, senhor. Já tenho um plano...
...
Após desligar o telefone, Luana Viana esboçou um sorriso confiante e saiu da mansão da família Batista.
Agora, Diana Batista e Djalma Batista já não eram mais os favoritos do senhor. Entre os que ainda gozavam de sua confiança, só restava Luana.
— Luana Viana, é melhor você impedir que Ramon Domingos se case com Ana Rocha. Assim que ele aceitar esse casamento, nunca mais conseguiremos tocar em Ana Rocha! — Diana Batista segurou Luana pelo braço e falou entre dentes.
— Está preocupada que, se Ramon Domingos se casar com Ana Rocha, a herança da família Batista ficará ainda mais longe do seu alcance, não é? — Luana respondeu com um sorriso frio, afastando o braço de Diana.
Antes, quando precisava que Diana Batista intermediasse qualquer contato com o senhor, Diana a tratava com desprezo, por ser apenas filha do antigo mordomo.
Agora, Diana não passava de alguém abandonado à própria sorte. Não tinha mais motivos para arrogância.
Diana Batista conteve a raiva.
— Luana, é melhor entender que estamos no mesmo barco. Se continuarmos brigando, mais cedo ou mais tarde vamos acabar irritando o senhor.
Luana soltou um riso gélido:
— O senhor só confia em mim, ultimamente... Está com inveja?
Dito isso, saiu dali satisfeita.
Diana Batista engoliu a fúria, descarregando um chute forte na parede ao lado.
Ana respirou fundo e sorriu.
Naquele instante, toda a tensão e o medo que carregava finalmente se dissiparam.
Apesar da situação difícil e dos enormes desafios à frente, Ana sabia que, enquanto tivesse Samuel Palmeira ao seu lado, sempre haveria um caminho, um apoio, alguém para ajudá-la a seguir em frente.
Ele sempre pensava em tudo com antecedência, abrindo caminho para ela, para que pudesse agir sem hesitar.
— Helena. — A voz do lado de fora era do Seu Nilson.
Seu Nilson era alguém de plena confiança do patriarca da família, e Ana também confiava nele. Abriu a porta e cumprimentou-o com respeito:
— Seu Nilson.
— Helena, você acabou de voltar para a família Batista e preciso lhe dizer algo... É provável que seu avô não tenha tido tempo de lhe avisar: neste momento, sua maior preocupação não deve ser Diana Batista ou Helena Batista, e sim... Ramon Domingos. — Seu Nilson olhou para os lados e falou com seriedade — Esse rapaz é competente, leal, mas o coração humano é volúvel. Você precisa se casar com ele o quanto antes, antes que seja tarde demais.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Quando a Lealdade Não Basta, É Hora de Partir
Será que esse Livro irá continuar?...